Operação mira deputado Binho Galinha por chefiar milícia na Bahia

Esposa e filho do parlamentar estão entre os presos; Justiça bloqueia até R$ 9 milhões em bens

Uma megaoperação integrada de forças de segurança foi deflagrada na manhã desta quarta-feira na Bahia para prender o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (PRD). Ele e outras nove pessoas são alvos da Operação Estado Anômico, que investiga a atuação de uma milícia envolvida em uma série de crimes, segundo informa o colunista Carlos Madeiro, do portal UOL.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) do Ministério Público da Bahia, Binho é suspeito de comandar um esquema criminoso baseado em atividades como lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico de drogas.

Família envolvida nas prisões

A operação é resultado de uma ação conjunta entre Gaeco, Polícia Federal, Receita Federal e as polícias Civil e Militar da Bahia. Entre os presos estão a esposa de Binho, Mayana Cerqueira, e o filho João Guilherme Escolano, apontados como integrantes do grupo familiar que ajudava na movimentação de recursos ilícitos.

Apesar de já ser alvo de medidas cautelares desde 2023, o parlamentar, segundo os investigadores, continuava liderando a organização criminosa. O Gaeco afirma que ele utilizava empresas de fachada e “laranjas” para ocultar e movimentar valores obtidos ilegalmente.

Desdobramento da Operação El Patrón

A ofensiva desta quarta é um desdobramento da Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023. Naquela ocasião, o Ministério Público da Bahia denunciou 15 pessoas, entre elas o próprio deputado, seus familiares e aliados. A nova etapa, segundo os investigadores, é resultado do aprofundamento das provas colhidas desde então.

Mandados e bloqueio de bens

As equipes cumprem mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos, incluindo endereços residenciais e de uma empresa suspeita.

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens dos investigados, além da suspensão das atividades de uma empresa usada para lavagem de dinheiro. Para o Ministério Público, a medida é fundamental para asfixiar financeiramente a organização criminosa e impedir a continuidade das operações ilegais.

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