Operação desmonta esquema de compra ilegal de armas com documentos militares falsificados no Rio

Polícia Civil mira grupo que produzia identidades militares, CRs e Crafs adulterados para burlar controles e adquirir armamentos

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (04), a Operação Craf Falso, buscando interromper um esquema estruturado de falsificação de documentos utilizado por compradores de armas para simular autorizações legais. A ação foi desencadeada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e mobilizou equipes em diferentes pontos da capital e da Baixada Fluminense.

Segundo a instituição, o grupo falsificava Certificados de Registro (CR), Certificados de Registro de Arma de Fogo (Craf) e até identidades militares, documentos que permitiram aos envolvidos enganar lojistas e estabelecimentos autorizados a comercializar armamentos. Até o momento, duas armas foram apreendidas e um homem acabou detido em flagrante por porte ilegal.

Mandados em três regiões do estado

Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio; no Jardim América, na Zona Norte; e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação busca recolher documentos, computadores, mídias e registros que ajudem a identificar quem produzia os documentos adulterados e quem se beneficiava das falsificações para adquirir armas de maneira irregular.

Os investigadores afirmam que o material apreendido será fundamental para mapear a extensão da fraude, que pode envolver dezenas de compradores e fornecedores de documentos falsos.

Falsificações sofisticadas e esquema recorrente

A Polícia Civil apurou que o grupo atuava com alto nível de organização. Os documentos falsificados eram produzidos para parecerem legítimos em verificações superficiais, permitindo que os compradores burlassem sistemas de controle e fiscalização.

Segundo as equipes da Desarme, tratava-se de um modelo recorrente: os investigados repetiam o formato dos documentos oficiais e empregavam técnicas que dificultavam a detecção da fraude, aumentando as chances de obter armamentos sem cumprir qualquer exigência legal.

Objetivo é rastrear beneficiários e produtores

A operação tem como uma das metas principais identificar tanto os responsáveis pela emissão dos documentos falsos quanto os compradores que utilizaram o esquema para driblar a legislação. As autoridades esperam rastrear a origem dos materiais falsificados e determinar se há ligação com outros grupos criminosos envolvidos no comércio ilegal de armas.

O inquérito também vai analisar se os armamentos adquiridos com os documentos fraudulentos foram utilizados em práticas criminosas.

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