Operação da Polícia Civil mira quadrilha que vendia peças de carros roubados no Rio

São 3 mandados de prisão temporária e 113 de busca e apreensão contra grupo que desmontava cerca de 80 veículos roubados por semana

Equipes da Polícia Civil do Rio fazem, nesta quinta-feira, a operação Car Wash. A ação visa a cumprir quatro mandados de prisão temporária e outro 113 de busca e apreensão contra uma quadrilha que, segundo as investigações, vendia peças de carros roubados e furtados. O bando teria movimentado, em um ano, R$ 30 milhões.

A ação é da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e tem apoio de unidades do Departamento Geral de Polícia Especializada (DPGE), o Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB), do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), do Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) e da 81ª DP (Itaipu).

As investigações sobre a lavagem de dinheiro da facção Terceiro Comando Puro (TCP) oriunda do roubo de carros começaram em outubro do ano passado. Segundo o que foi apurado, a quadrilha é responsável pela desmontagem de aproximadamente 80 veículos roubados ou furtados, principalmente na Baixada Fluminense, por semana.

Esses automóveis são levados para as comunidades Guacha, Gogó da Ema e Santa Tereza, em Belford Roxo, na Baixada, e comandada Geonário Fernandes Pereira Moreno, o Genaro, que está foragido. As peças são armazenadas em depósitos alugados em nome de laranjas.

O material era enviado para São Paulo por Robson Lopes Alves, o Tobah ou Foca, e, de lá, distribuído para Goiás, Santa Catarina, Bahia, Minas Gerais e Alagoas, e comercializado por ferros-velhos e lojas de autopeças. Em todos esses estados há mandados sendo cumpridos. Tobah foi preso em São Paulo.

Equipes na Maré

Além das comunidades na Baixada Fluminense, há equipes fazendo buscas também na Baixa do Sapateiro e no Timbau, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. Por causa da ação no local, 41 escolas da rede municipal não estão funcionando. Na rede estadual, duas escolas que têm 900 estudantes estão fechadas.

As clínicas da família Adib Jatene e Augusto Boal e o Centro Municipal de Saúde Vila do João suspenderam o funcionamento. Já a clínica da família Jeremias Moraes da Silva mantém o atendimento, mas suspendeu atividades externas, como visitas domiciliares.

Com informações do GLOBO.

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