A Polícia Federal deflagrou neste sábado a operação Plano de Voo, destinada a aprofundar as investigações sobre a ameaça de bomba registrada em um voo da Azul no dia 7 de agosto deste ano. A suspeita surgiu após a tripulação encontrar um recado com teor ameaçador deixado em um dos banheiros da aeronave.
O avião, que decolara de São Luís, no Maranhão, rumo a Campinas, em São Paulo, foi obrigado a realizar um pouso de emergência em Brasília. A decisão seguiu protocolos internacionais de segurança, acionados sempre que há risco potencial à integridade de passageiros e tripulantes.
Pouso de emergência e varredura antibomba
Na ocasião, equipes da PF realizaram uma varredura completa no interior da aeronave, descartando a existência de qualquer artefato explosivo. Após a inspeção, o avião foi liberado para retomar suas operações. O episódio se enquadra, em tese, nos crimes de ameaça e atentado contra a segurança do transporte aéreo.
A aeronave envolvida, matrícula PR-YSK, chamava atenção por sua pintura especial da personagem Margarida, da Disney, parte da frota temática da companhia aérea.
Mandado de busca em Santa Catarina
Como parte da operação deste sábado, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado à principal investigada, localizado em Santa Catarina. Por ora, o nome dela não foi divulgado, tampouco detalhes sobre o que foi apreendido no local.
Segundo a corporação, as apurações permanecem em sigilo para permitir a identificação das circunstâncias do incidente e possíveis conexões com ocorrências semelhantes registradas em outros aeroportos do país.
Posicionamento da companhia aérea
Logo após o episódio, em agosto, a Azul divulgou nota explicando que o voo precisou declarar emergência e pousar preventivamente na capital federal devido à suspeita de artefato a bordo. A empresa reforçou que todos os procedimentos seguiram padrões de segurança.
“O pouso aconteceu normalmente, e os clientes e tripulantes desembarcaram em total segurança. A Azul vai garantir todo o suporte necessário após a liberação das autoridades. A companhia ressalta que medidas como essas são necessárias para garantir a segurança de suas operações, valor primordial para a Azul”, afirmou.






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