O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo público para que Israel e Líbano respeitem integralmente o cessar-fogo anunciado entre os dois países. A trégua, com duração inicial de 10 dias, foi divulgada na quinta-feira e surgiu como uma tentativa de conter a escalada de violência na região.
Em manifestação nas redes sociais, Guterres destacou a importância do acordo e cobrou o cumprimento das regras internacionais.
“Acolho com satisfação o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e o Líbano, e saúdo o papel dos EUA na facilitação deste acordo. Espero que isso abra o caminho para negociações rumo a uma solução de longo prazo para o conflito e contribua para os esforços em curso em direção a uma paz duradoura e abrangente na região. Exorto a todos a respeitarem plenamente o cessar-fogo e a cumprirem o direito internacional em todos os momentos”, disse pelas redes sociais.
Acusações de violações horas após trégua
Apesar do anúncio, o cenário no terreno mostrou sinais de instabilidade logo nas primeiras horas do acordo. O Exército libanês acusou Israel de descumprir o cessar-fogo, relatando bombardeios intermitentes em diversas localidades no sul do país.
Segundo os militares, os ataques atingiram aldeias da região, elevando a preocupação sobre a efetividade da trégua recém-estabelecida. Até o momento, o governo israelense não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.
O episódio reforça o histórico de fragilidade de acordos semelhantes, frequentemente marcados por denúncias de violações logo após sua implementação.
Pressão internacional por estabilidade
Além da ONU, lideranças internacionais também se manifestaram em relação ao cessar-fogo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo direcionado ao Hezbollah, grupo que atua no Líbano e tem papel central no conflito.
“Espero que o Hezbollah se comporte bem e de forma correta durante este período importante. Será um grande momento para eles se o fizerem. Chega de mortes. Precisamos finalmente de paz!”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.
A participação dos Estados Unidos foi considerada fundamental para a construção do acordo, segundo Guterres, e segue sendo vista como elemento-chave para a manutenção da trégua.






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