A passagem de um ciclone extratropical pelo oceano está provocando mar agitado e ventos intensos no litoral do Sudeste, com destaque para o estado do Rio de Janeiro. De acordo com a reportagem do Estadão, a Marinha do Brasil emitiu alertas de ressaca e ventania que se estendem entre esta terça-feira (24) e a quarta-feira (25), com ondas que podem atingir impressionantes cinco metros de altura em pontos do litoral fluminense.
A área mais crítica vai de Paraty, na Costa Verde, até Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. Nesse trecho, o mar deve ficar particularmente perigoso, com formação de ondas elevadas e risco também elevado para navegação e atividades costeiras. A cidade do Rio de Janeiro também deve sentir os efeitos do fenômeno, com ventos de até 60 km/h e chuvas intensas provocadas pela frente fria associada ao ciclone.
“É um evento típico de sistemas extratropicais que ganham força no Atlântico Sul nesta época do ano, mas a previsão de ondas tão altas chama atenção e exige cuidado extremo”, alertou a Marinha, reforçando as orientações para que embarcações de pequeno porte evitem o mar e que banhistas se mantenham afastados da faixa de areia.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu aviso de risco para ventos costeiros e chuvas volumosas. A Defesa Civil do Estado de São Paulo já registrava, desde o fim da manhã de segunda-feira (23), precipitações se espalhando pelo litoral sul, e a expectativa é que as instabilidades avancem ao longo da costa até o norte do Rio.
No Rio de Janeiro, as ressacas devem provocar forte impacto em praias tradicionais como Copacabana, Ipanema, Barra da Tijuca e São Conrado. A força das ondas pode comprometer calçadões e estruturas próximas à orla. Imagens já mostram a elevação das marés em locais como Boiçucanga, em São Sebastião (SP), outro ponto sob alerta.
O fenômeno deve começar a perder intensidade apenas entre quinta-feira (26) e sexta-feira (27), quando a frente fria começa a se afastar. Até lá, as autoridades pedem que a população acompanhe os boletins atualizados da Marinha, Inmet e Defesa Civil, e respeite as orientações de segurança, sobretudo em áreas costeiras e serranas.





