OMS alerta: Ômicron infecta mais rápido que Delta e atinge pessoas já vacinadas e recuperadas

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira que a nova variante Ômicron está se espalhando mais rápido que a Delta e provocando infecções em pessoas que já se vacinaram contra a Covid-19 ou se recuperaram da doença. — Agora há evidências consistentes de que a Ômicron está se…

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira que a nova variante Ômicron está se espalhando mais rápido que a Delta e provocando infecções em pessoas que já se vacinaram contra a Covid-19 ou se recuperaram da doença.

— Agora há evidências consistentes de que a Ômicron está se espalhando significativamente mais rápido do que a variante Delta — disse o diretor-geral em uma coletiva de imprensa para jornalistas baseados em Genebra, realizada em seu novo edifício-sede. — E é mais provável que as pessoas vacinadas ou recuperadas da Covid-19 possam ser infectadas ou reinfectadas — concluiu.

A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, disse que a variante estava evitando com sucesso algumas respostas imunológicas, o que significa que os programas de reforço que estão sendo lançados em muitos países deveriam ser direcionados a pessoas com sistemas imunológicos mais fracos.

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Segundo funcionários da OMS, a Ômicron parece ser melhor em evitar anticorpos gerados por algumas vacinas, mas existem outras formas de imunidade que podem prevenir infecções e doenças.

— Não acreditamos que todas as vacinas se tornarão completamente ineficazes — disse Swaminathan, segundo a Reuters. — Claro que há um desafio, muitos dos monoclonais não funcionam com o Omicron — emendou ao falar sobre um tratamento para pessoas com a doença.

Adhanom também disse que a China, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez no final de 2019, deve fornecer dados e informações relacionadas à sua origem para ajudar na resposta no futuro.

— Precisamos continuar até sabermos as origens, precisamos nos esforçar mais porque devemos aprender com o que aconteceu desta vez para (fazer) melhor no futuro — disse.

* Com informações de O Globo

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