Obras de recuperação da Escola de Teatro Martins Pena podem demorar até dois anos

As obras de recuperação do casarão onde está instalada a sede da Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena, no Centro do Rio, não é simples e pode levar quase dois anos para ser concluída. A informação foi dada pelo superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Thiago Mathias da Fonseca, nesta…

As obras de recuperação do casarão onde está instalada a sede da Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena, no Centro do Rio, não é simples e pode levar quase dois anos para ser concluída. A informação foi dada pelo superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Thiago Mathias da Fonseca, nesta sexta-feira (24/03), durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), promovida pelas comissões de Cultura e de Ciência e Tecnologia.

O local está interditado desde o dia 07 pela Defesa Civil por risco de desabamento. Como é tombado pelo Iphan, precisa de um parece técnico minucioso. Segundo Mathias, o projeto de recuperação prevê quatro etapas: serviços de recuperação, como troca de telhas; revisão do projeto de restauração elaborado em 2014; execução da obra propriamente dita; e a última fase, que seria a recuperação das áreas que não são tombadas.

Porém, é preciso cumprir ainda alguns procedimentos burocráticos. Um relatório será enviado à direção da unidade apresentando os problemas encontrados para, em seguida, ter início à reforma. “Fizemos um relatório mais complexo, sugerindo etapas para a recuperação, que são imediatas. Há ainda a revisão do projeto de restauração, ou seja, uma atualização, e a etapa seguinte é a execução da obra”, explicou o superintendente.

A escola é uma unidade da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). Presente na audiência, a presidente da instituição, Caroline Alves, informou que assinou um contrato para que o prédio do antigo Liceu de Artes e Ofícios, também no Centro do Rio, receba as atividades da Martins Penna até que a sede seja reformada. “Já fizemos a limpeza. Faltam alguns detalhes, mas em breve os alunos poderão voltar às aulas”, garantiu.

A presidente da Comissão de Cultura, Verônica Lima (PT), espera que transferência para o Liceu seja apenas provisória. “Esse processo licitatório tem que ser bem elaborado para não atrasar mais as obras”, disse. Já a presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Elika Takimoto (PT), destacou a importância do diálogo entre a Faetec e a Martins Penna. “O fato de ter uma presidente aberta ao diálogo sinaliza que podemos ter esperança de que as coisas aconteçam”, finalizou a parlamentar.

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