O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, cassado por unanimidade por corrupção, já não sabe mais o que inventar para recuperar o irrecuperável: um mandato que foi extinto pela Alerj.
Agora, recorreu a justiça contra o juiz Marcelo Bretas, seu amigo do peito, como se o chefe da Lava Jato no Rio, também assoberbado por derrotas nos tribunais superiores por causa de suas decisões eivadas de irregularidades, fosse responsável pela destituição do ex-governador.
Há poucos dias, Witzel tentou outra artimanha: receber o mandato de volta porque as contas de seu último ano foram aprovadas na Alerj, como se esta decisão tivesse alguma relação com a cassação do mandato.
Witzel não foi cassado por causa da execução do orçamento, por mas ser acusado de corrupto e de ter participado e se locupletado, diretamente ou como cúmplice, de desvio de recursos públicos.
Não existe qualquer relação entre execução orçamentária e corrupção. A Alerj tomou decisão a respeito das duas situações e deixou bem clara a diferença.
Deputados estaduais e juízes de 2ª instância, por unanimidade, afastaram o ex-governador por suspeitas de superfaturamento e atraso na construção de hospitais de campanha para tratamento da Covid-19.
Agora, o ex-governador apresentou mais um pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para anular o processo de impeachment que o afastou do cargo, alegando, entre outros argumentos, a suspeição de Bretas.
Não faz o menor sentido. Marcelo Bretas, unha e carne com o então governador, declarou-se suspeito para julgá-lo e, por isso mesmo, entregou a quem de direito toda a documentação referente aos crimes de que era acusado e que resultaram no seu pedido de impeachment.
Bretas agiu para proteger o amigo, não para prejudicá-lo.






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