A situação dos hospitais federais do Rio de Janeiro piorou em relação à oferta de leitos, com 427 dos 1.651 leitos cadastrados fechados, de acordo com a Plataforma SMSRio. Esse número representa um aumento de 48% em relação a abril de 2023, quando havia 288 leitos fechados.
No início do atual governo, em janeiro de 2023, 523 leitos estavam inativos. A principal causa do fechamento é a falta de profissionais de saúde, afetando 76% dos leitos atualmente inoperantes.
O problema ocorre em meio a tentativas do governo federal de melhorar a gestão da rede hospitalar no Rio. Recentemente, uma portaria do Ministério da Saúde estabeleceu a cogestão do Hospital do Andaraí com a Prefeitura do Rio até a conclusão do processo de municipalização. Esta unidade, já administrada pela prefeitura nos anos 2000, foi devolvida à União em 2005 devido a uma crise financeira municipal.
A falta de pessoal tem impactado diretamente a qualidade do atendimento. Lúcia Helena Pires, de 52 anos, espera há cinco anos por uma cirurgia para retirar um tumor benigno no joelho esquerdo. Desde o diagnóstico, Lúcia parou de trabalhar e agora depende de uma cadeira de rodas para se locomover. Ela critica o governo pela negligência que a deixou nessa situação.
Há negociações em andamento para transferir a administração de outros hospitais federais para diferentes entidades. O Hospital da Lagoa pode ser transferido para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); o dos Servidores do Estado para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh); e o de Bonsucesso para o Grupo Hospitalar Conceição (GHC). A prefeitura do Rio também demonstrou interesse em assumir o Hospital Cardoso Fontes e o de Ipanema.
Um relatório de abril de 2024, produzido pelo próprio Ministério da Saúde, mostrou que a situação nos hospitais federais não havia melhorado desde a promessa de melhorias um ano antes.
Com informações de O Globo





