Um dia após o incêndio que atingiu um trecho do Parque Estadual da Pedra Branca, na altura da Taquara, Zona Oeste do Rio, novos focos de fogo voltaram a ser registrados no local. Agenda do Poder apurou que as chamas reapareceram no topo do parque na manhã desta segunda-feira (4).
Morador de Bangu, o estagiário Gabriel de França, de 25 anos, contou que presenciou o início do incêndio e que, na manhã desta segunda-feira (4), ainda era possível ver focos isolados de fogo.
“Hoje mais cedo ao acordar para trabalhar, da porta da minha sala consigo ver o Parque e ainda tinha alguns resquícios de chamas próximo ao topo”, contou.
Gabriel vive na Rua Ceres desde que nasceu e relatou nunca ter presenciado um incêndio de tamanha proporção na região.
“Moro do outro lado, mas conseguimos ter visão plena e clara do pico da Pedra Branca. Ontem, por volta das 18h, ao chegar em casa vi que tinha uma área enorme em chamas como nunca tinha visto antes. Imaginei que algum balão tivesse caído”, contou.
A operação de combate ao fogo foi iniciada às 16h27, no domingo (3), por equipes do Corpo de Bombeiros do quartel de Realengo, com apoio de agentes do próprio Inea. As equipes concluíram os trabalhos por volta das 21h30.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) está investigando a origem do incêndio. Segundo o órgão, nesta segunda (4), guarda-parques seguem no local para combater os focos remanescentes de fogo, em parceria com o 25º Grupamento Bombeiro Militar e o 1° Grupamento de Socorro Florestal do Corpo de Bombeiros.
Ainda segundo o Inea, a estimativa é que o incêndio tenha impactado cerca de 63 hectares da unidade de conservação. Até o momento, ainda não foi confirmado o que causou o incêndio.

O que aconteceu?
Nas redes sociais, vídeos mostraram labaredas altas próximas às casas em Padre Miguel e relatos sobre a fuligem que tomou conta dos quintais. “Meu quintal está pretinho de cinzas”, disse uma outra moradora.
Horas antes do início do incêndio, a administração do parque havia emitido um alerta sobre os riscos das queimadas, e destacou os impactos sobre a fauna, o microclima e os mananciais da região.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes






Deixe um comentário