Um teste molecular que detecta o Parkinson antes dos sintomas é a nova aposta da ciência. A pesquisa, publicada na revista médica PNAS, foi desenvolvida por engenheiros biológicos do Estados Unidos. Eles conseguiram identificar as proteínas que se acumulam no cérebro e causam a doença neurodegenerativa.
O patologista David Walt, do Hospital Brigham, em Boston, e da Universidade de Harvard, diz que o objetivo é desenvolver um método para medir esses marcadores no cérebro com antecedência e controlar o Parkinson. Ele afirma que isso também vai ajudar a testar medicamentos mais eficazes para a doença, em pacientes nos estágios iniciais.
“Este trabalho é um passo importante em direção ao nosso objetivo de desenvolver um método para detectar e quantificar estes marcadores no cérebro com antecedência e manter o Parkinson sob controle”, afirmou.
O Parkinson
A doença de Parkinson atinge cerca de 10 milhões de pessoas no mundo. Pessoas com esta condição neurodegenerativa passam a sofrer com acúmulos de proteínas que formam placas e emaranhados, pressionando o cérebro e prejudicando o funcionamento do órgão.
Na maioria dos casos, ela só é identificada depois dos primeiros sintomas. Atualmente, não existem exames de sangue ou laboratoriais para diagnosticar o Parkinson em pacientes sem predisposição genética conhecida, que são cerca de 90% dos pacientes, de acordo com o estudo americano.
Além do Parkinson, o método apresentado poderá ser usado para identificar a atrofia de múltiplos sistemas e a demência com corpos de Lewy — dois distúrbios que pertencem ao mesmo grupo de distúrbios neurológicos do Parkinson, com a agregação patológica da proteína ⍺-sinucleína.
Os sintomas neurológicos apresentados pelos pacientes com essas doenças são parecidos, o que torna impossível distingui-los para iniciar os tratamentos com testes iniciais. Não há também nenhuma cura para estas condições, os tratamentos são voltados a cuidar de mitigar os sintomas.
Com informações do Metrópoles





