Novo governo na Argentina adia anúncio de ajuste fiscal e impõe restrições ao câmbio; medidas devem ser anunciadas nessa terça (12)

O governo argentino adiou o anunciou, esperado para esta segunda-feira (11), do pacote de medidas para enfrentar a crise econômica que assola o país. Segundo fontes oficiais, o novo ministro da Economia, Luis Caputo, deve divulgar as ações somente na terça-feira (12). Enquanto isso, o Banco Central da República Argentina (BCRA) decidiu restringir as operações…

O governo argentino adiou o anunciou, esperado para esta segunda-feira (11), do pacote de medidas para enfrentar a crise econômica que assola o país. Segundo fontes oficiais, o novo ministro da Economia, Luis Caputo, deve divulgar as ações somente na terça-feira (12).

Enquanto isso, o Banco Central da República Argentina (BCRA) decidiu restringir as operações no mercado de câmbio, exigindo uma autorização prévia para a compra de dólares na taxa oficial. A medida afeta importadores, que dependem da moeda estrangeira para suas transações, e consumidores, que usam o cartão de crédito para compras internacionais.

A restrição não se aplica ao chamado dólar blue, negociado no mercado paralelo, sem controle do BCRA. Nesse mercado, o dólar fechou a 400 pesos nesta segunda-feira, enquanto na taxa oficial estava a 366 pesos.

Uma das medidas esperadas para o pacote de ajuste é a desvalorização do peso argentino, que poderia chegar a 600 pesos por dólar. Além disso, o governo poderia aplicar um imposto de 30% sobre as operações cambiais, elevando o valor do dólar para cerca de 700 a 800 pesos.

O novo presidente argentino, Javier Milei, que tomou posse no domingo (10), disse em seu discurso que o país está sem dinheiro e que precisa se preparar para um “choque” econômico. Ele prometeu fazer as reformas necessárias para recuperar a confiança dos investidores e dos cidadãos.

De acordo com o jornal Ambito Finaciero, o plano terá quatro eixos centrais: um rigoroso ajuste fiscal para alcançar rapidamente o déficit zero, um salto na desvalorização da taxa de câmbio oficial, fim do controle de preços e a eliminação dos passivos remunerados do Banco Central.

Com informações de O Globo

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