Nove pessoas acusadas de envolvimento no furto de metralhadoras do Exército em São Paulo foram condenadas pela Justiça Militar em primeira instância. A decisão foi da 2ª Circunscrição Judiciária Militar e cabe recurso ao Superior Tribunal Militar (STM).
Na decisão dessa segunda-feira (9) o juiz federal da Justiça Militar acolheu denúncia oferecida pela 2ª Procuradoria de Justiça Militar. Dois cabos do Exército, apontados como os principais executores do crime, foram condenados a 17 anos e 4 meses de prisão. O tenente que comandava a Seção de Inteligência na época do crime foi condenado a 9 meses de prisão por ter emitido ordem para que os veículos não fossem revistados. Um tenente-coronel que comandava o Arsenal de Guerra à época foi condenado a 6 meses de suspensão do exercício do posto por negligência.
Entre os civis, um foi condenado a 14 anos e 4 meses e os demais receberam penas de 18 anos de reclusão, todos em regime fechado, todos pelo crime de comércio ilegal de arma de fogo.
O caso aconteceu no dia 7 de setembro de 2023, feriado da Independência. Vinte e uma armas desapareceram do Arsenal de Guerra localizado em Barueri, na Grande São Paulo. O material furtado incluia 13 metralhadoras .50 e oito de calibre 7,62, armamento considerado de grosso calibre. Seguem desaparecidas duas metralhadoras .50 HB Browning. As duas armas têm poder antiaéreo, ou seja, podem derrubar helicópteros, por exemplo.
Do total de armas furtadas, 19 foram localizadas pelas polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo e pelo Exército no dia seguinte ao crime. A venda dos armamentos foi negociada com duas facções criminosas, o Comando Vermelho e o PCC, segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. Durante as investigações, o Exército puniu administrativamente 38 militares. Segundo o Comando Militar do Sudeste, entre as punições internas estão a prisão disciplinar, de 1 a 20 dias.





