Novas regras consideram pressão de 12 por 7 como ‘elevada’; entenda os impactos

Sociedade Europeia de Cardiologia altera parâmetros para alertar sobre riscos cardiovasculares

As novas diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) mudaram a classificação da pressão arterial, redefinindo valores considerados normais. Segundo os novos parâmetros, pressões entre 12 por 7 e 13 por 8 passaram a ser classificadas como “pressão elevada”, categoria que antecede o diagnóstico de hipertensão. A mudança foi motivada por estudos que apontam que, mesmo uma elevação discreta da pressão já pode aumentar significativamente o risco de doenças cardíacas e vasculares.

Essas alterações refletem a crescente preocupação dos especialistas em relação aos efeitos da pressão arterial elevada no longo prazo, que afeta até indivíduos que não são diagnosticados como hipertensos. De acordo com John William McEvoy, autor das novas diretrizes, o risco cardiovascular cresce de forma contínua, não seguindo uma escala binária de pressão normal e hipertensão.

No Brasil, as regras atuais ainda consideram a pressão de 12 por 7 como normal, mas devem ser atualizadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) no início de 2025, alinhando-se às diretrizes europeias. Fabio Argenta, da SBC, aponta que a atualização das regras é um alerta para a população, uma vez que um terço dos brasileiros acima dos 20 anos sofre de hipertensão, e muitas vezes sem controle adequado.

As novas diretrizes recomendam que pacientes com pressão elevada adotem mudanças de estilo de vida, como a redução de sal, perda de peso e prática de exercícios. Em casos de maior risco, como aqueles com histórico de infarto ou doenças coronarianas, o tratamento medicamentoso pode ser iniciado. O controle da pressão fora do ambiente médico também ganhou destaque, com orientações para medir a pressão em casa, eliminando o chamado “efeito do avental branco”, em que o estresse de estar no consultório pode elevar os valores temporariamente.

Essas mudanças são importantes, já que, segundo o Ministério da Saúde, 386 mil mortes por doenças circulatórias foram registradas no Brasil em 2023, das quais 54% são atribuídas à hipertensão. Especialistas reforçam que os tratamentos disponíveis são eficazes e acessíveis, muitas vezes oferecidos gratuitamente pelo sistema público, e alertam para a necessidade de adesão tanto ao tratamento quanto às mudanças no estilo de vida para prevenir complicações graves.

Com informações de O Globo

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