Nova política de reajustes do governo federal vai aumentar salário mínimo para R$ 1.421 em 2024  

A nova política de reajuste aprovada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva estima que o valor do salário mínimo será de R$ 1.421 no próximo ano. O valor vai constar na proposta Orçamentária de 2024, que será enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional na próxima semana. Atualmente, o salário mínimo é de R$…

A nova política de reajuste aprovada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva estima que o valor do salário mínimo será de R$ 1.421 no próximo ano. O valor vai constar na proposta Orçamentária de 2024, que será enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional na próxima semana. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.320. O novo valor, porém, só será confirmado no início do próximo ano após o cálculo da inflação de 2023.

A medida aprovada pelo Congresso estabelece que o mínimo vai ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos antes. Em 2024, por exemplo, será o INPC deste ano mais a alta de 2,9% do PIB observada em 2022.

Para chegar ao valor de R$ 1.421, é considerada a projeção do INPC de 12 meses até novembro. É isso que determina a MP aprovada pelo Congresso. Durante o governo Jair Bolsonaro, o mínimo foi reajustado apenas com a variação de preços, sem ganho real.

A nova política de reajuste para o salário mínimo irá custar R$ 82,4 bilhões aos cofres públicos até o fim do mandato de Lula em 2026, de acordo com dados do próprio governo federal.

O impacto orçamentário ocorre porque o salário mínimo é usado como referência para benefícios do sistema de pensões e aposentadorias do INSS. No total, 65% dos beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, ou quase 14 milhões de aposentados e pensionistas, recebem um salário mínimo.

Além disso, o mínimo também é a referência para o Benefício de Prestação Continuada (BCP), que alcança 5,1 milhões de idosos e pessoas com deficiências de baixa renda.

O salário mínimo também é oferecido como Abono Salarial, que alcança 25,7 milhões de empregados formais. O seguro desemprego também é referenciado no mínimo e pagou pagou 8,5 milhões de parcelas no ano passado. Dessa forma, a medida atinge aproximadamente 40 milhões de pessoas.

Com informações de O Globo.

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