Alguns dos principais nomes citados como candidatos à próxima vaga do Supremo Tribunal Federal (STF), a ser aberta com a aposentadoria da ministra Rosa Weber, estiveram hoje presentes na posse de Cristiano Zanin como ministro do STF.
Em uma das fileiras da frente no plenário do Supremo estavam os ministros do governo Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) e Flávio Dino (Justiça), o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luis Felipe Salomão e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas.
Outros também mencionados nas listas de possíveis indicados ao Supremo estavam no evento, como a juíza do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) Simone Schreiber e o ministro do STJ Benedito Gonçalves, que é corregedor-geral da Justiça Eleitoral.
Rosa Weber, presidente da corte, completa 75 anos em outubro e terá que se aposentar compulsoriamente.
Apesar de a cerimônia ter sido sem discursos e de curta duração, ministros do presidente Lula (PT), integrantes do Judiciário e de órgãos como o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), além de advogados, encheram o plenário do Supremo. Parte delas acompanhou o evento do lado de fora.
Também havia candidatos ao próximo mandato na PGR (Procuradoria-Geral da República), como o vice-procurador-geral eleitoral Paulo Gonet e o subprocurador Mario Bonsaglia.
O atual procurador-geral, Augusto Aras, também participou. Ele tenta viabilizar sua permanência no posto, mas tem como principal obstáculo o fato de ter sido indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Participaram também da cerimônia de posse personagens conhecidos da política nacional, como o ex-governador de São Paulo João Doria e o ex-ministro e presidente do PSD, Gilberto Kassab.
Primeiro indicado no atual mandato do presidente Lula para o STF, Zanin foi empossado na vaga aberta pela aposentadoria de Ricardo Lewandowski.
O novo ministro advogou para Lula nos processos da Lava Jato e é amigo do presidente. Ele pode ficar na corte até 2050, quando completa 75 anos, idade limite para juízes se aposentarem compulsoriamente.
Zanin foi aprovado em 21 de junho pelo Senado, por 58 votos a 18, para integrar o Supremo. Ele precisava do voto de ao menos 41 senadores (de um total de 81 integrantes da Casa) para ser chancelado.
Lula é uma das 350 pessoas que acompanharam a posse no plenário do STF, além dos presidentes da Câmara, Arthur Câmara (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de ministros de tribunais superiores e de convidados particulares de Zanin.
Na saída do evento, Lula disse a jornalistas apenas: “Tô feliz”.
Na próxima quarta-feira (9), Zanin já participa da sessão do plenário do Supremo, quando continuará o julgamento do instituto do juiz das garantias, modelo aprovado em 2019 que divide a condução dos processos criminais entre dois magistrados.
Com informações da Folha de S. Paulo.





