No ritmo atual, pobreza levará 230 anos para acabar, mas primeiro trilionário pode surgir em uma década

O relatório aponta que a década de 2020 tem sido “especialmente difícil” para os mais pobres, que sofrem com a pandemia da Covid-19, conflitos globais, crise climática e o aumento do custo de vida

A organização não governamental Oxfam divulgou um relatório alarmante sobre a desigualdade no mundo, na véspera do Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos, na Suíça. Segundo o documento, intitulado “Desigualdade S.A.”, o primeiro trilionário do planeta pode surgir nos próximos dez anos, provavelmente o empresário Elon Musk, enquanto a erradicação da pobreza levaria cerca de 230 anos.

O relatório aponta que a década de 2020 tem sido “especialmente difícil” para os mais pobres, que sofrem com a pandemia da Covid-19, conflitos globais, crise climática e o aumento do custo de vida. A Oxfam destaca que a pobreza em países de baixa renda é ainda maior do que era em 2019, com salários incapazes de acompanhar os crescentes preços em todo o mundo.

“A queda do desemprego nos últimos tempos vem acompanhada de menores salários médios, precarização, então esses novos empregos têm se dado às custas de trabalhos informais no passado recente. É um cenário que se repete no planeta todo”, disse Jefferson Nascimento, coordenador de Justiça Social e Econômica da Oxfam.

No Brasil, a pandemia afetou principalmente a classe média, enquanto os mais ricos conseguiram se proteger financeiramente. “O Brasil tem uma distribuição de renda desigual, mas é uma média parecida com a global, o mundo é muito desigual. Durante a pandemia a gente fez um estudo que mostra que quem mais perdeu foi a classe média”, afirmou Marcelo Neri, diretor do FGV Social.

A Oxfam defende que é preciso uma reforma tributária global, que taxe as grandes fortunas e as empresas que lucram com a crise, além de investimentos públicos em saúde, educação e proteção social. A organização também pede que os governos garantam o acesso universal e gratuito às vacinas contra a Covid-19, que estão concentradas nos países mais ricos.

Com informações do Diário do Centro do Mundo

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