No Rio, Lula promete recriar Ministério da Cultura e reclama de motociatas de Bolsonaro

Em meio à tensão na aliança entre PT e PSB no Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) participaram de um evento nesta quarta-feira (6) com representantes do samba e do carnaval na quadra da Unidos da Tijuca, no Centro da capital…

Em meio à tensão na aliança entre PT e PSB no Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) participaram de um evento nesta quarta-feira (6) com representantes do samba e do carnaval na quadra da Unidos da Tijuca, no Centro da capital fluminense. No palco, Lula reuniu sambistas, além da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, do pré-candidato ao governo do Rio Marcelo Freixo (PSB) e do pré-candidato ao Senado André Ceciliano (PT). Presidente estadual do PSB e também pré-candidato ao Senado, Alessandro Molon esteve no evento, mas não subiu ao palco. Ele também não foi mencionado no discurso do seu correligionário Alckmin, que cumprimentou nominalmente Freixo e Ceciliano.

Mais cedo, tanto Freixo quanto Molon estiveram ao mesmo tempo no hotel onde Lula está hospedado — porém, não chegaram a se encontrar. Enquanto Freixo participou com o PT e lideranças da esquerda fluminense, como Jandira Feghali (PCdoB), de um encontro com reitores de universidades, Molon foi recebido por Geraldo Alckmin para uma conversa que durou cerca de 40 minutos. Questionado se tratou do impasse sobre sua candidatura ao Senado, Molon confirmou que levou o assunto ao vice de Lula. — Foi uma ótima conversa, tenho certeza que ele vai ajudar — disse Molon ao jornal O Globo na saída do Hotel.

Lula chegou ao Rio no ápice da crise entre o PT e o PSB no estado, por conta da disputa entre Molon e Ceciliano sobre a candidatura ao Senado na chapa do petista e de Freixo. O PT vem insistindo que não aceita abrir mão da candidatura única de Ceciliano no campo da esquerda, e já chegou a ameaçar se retirar da aliança de Freixo, caso Molon não retire sua candidatura. O pessebista candidato a senador, no entanto, garante que não vai sair da disputa.

No evento na Unidos da Tijuca, que reuniu centenas de nomes do samba, do carnaval e políticos da esquerda fluminense, Lula prometeu recriar o Ministério da Cultura e criticou as motociatas do presidente Jair Bolsonaro (PL). “ Nós estamos fazendo uma coisa nova nesse período de [pré-]campanha, que a gente não pode pedir voto porque é proibido por lei. A gente só pode pedir voto depois de 15 de agosto. O Bozo pode todo dia fazer motociata, mas nós temos que ficar aqui” reclamou Lula durante discurso.

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