Ao se encontrar com o ditador do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, no Cairo, o presidente Lula voltou a atacar Israel por sua ação militar na Faixa de Gaza. Em seu pronunciamento, Lula disse que “o Conselho de Segurança não pode fazer nada na guerra entre Israel e [o Hamas na] Faixa de Gaza. A única coisa que se pode fazer é pedir paz pela imprensa, mas me parece que Israel tem a primazia de não cumprir nenhuma decisão emanada da direção das Nações Unidas”.
No mês passado, a Corte Internacional de Justiça (CIJ), principal órgão judiciário da ONU, determinou que Tel Aviv tomasse medidas para evitar ações que pudessem levar ao genocídio do povo palestino, após petição feita pela África do Sul. O tribunal, porém, não determinou o cessar-fogo imediato, e Israel continua com sua ofensiva no enclave palestino. O governo brasileiro apoiou a demanda sul-africana.
Lula declarou, mais uma vez, que “o Brasil condenou de forma veemente a posição do Hamas no ataque a Israel e o sequestro de centenas de pessoas”. “Chamamos o ato de ato terrorista.” O presidente, no entanto, tornou a condenar a reação de Tel Aviv. “Mas não tem nenhuma explicação o comportamento de Israel, a pretexto de derrotar o Hamas, estar matando mulheres e crianças, coisa jamais vista em qualquer guerra de que tenho conhecimento.”
Ele cobrou novamente uma reforma do sistema multilateral e de seus órgãos, em especial o Conselho de Segurança. “O que é lamentável é que as instituições multilaterais que foram criadas para ajudar a solucionar esses problemas não funcionam.” Segundo Lula, “é preciso que membros atores do Conselho de Segurança sejam atores pacifistas e não atores que fomentem a guerra”.
Com informações da Folha de S.Paulo
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