EVOÉ! No camarote de Quaquá, petistas e bolsonaristas ensaiam armistício em ritmo de samba

O camarote de Quaquá funcionou na como uma espécie de Arca de Noé da política fluminense, juntando representantes de todos os matizes ideológicos, contra o dilúvio da radicalização.

O desfile das campeãs na Sapucaí exibiu muito mais do que a apresentação festiva das agremiações mais bem classificadas no ranking do carnaval carioca. Ainda sob os eflúvios de momo, políticos fluminenses deixaram de lado as divergências para celebrarem a paz e a perspectiva de união em projetos de interesse comum. O cenário do armistício foi o camarote do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que reuniu gregos e troianos, ou melhor petistas e bolsonaristas, em clima de absoluto entendimento.

Ficaram para trás, por exemplo, os arranca-rabos entre os grupos que controlam a política de Maricá e de Itaboraí. Coube ao vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Cortes, a tarefa de colocar, frente a frente, os prefeitos Marcelo Delaroli e Washington Quaquá. Abraços e salamaleques mútuos indicaram uma provável ação conjunta em projetos na região leste fluminense. Também estavam presentes o deputado estadual Guilherme Delaroli; o ex-prefeito de Saquarema, Antônio Peres; a esposa, a também ex-prefeita Manoela; a atual prefeita, Lucimar Vidal e o deputado federal Dimas Gadelha.

Quaquá, Guilherme, Marcelo Delaroli e Gabi

Deu-se ali, informalmente, a criação de uma frente juntando manda-chuvas da política de Maricá, São Gonçalo, Itaboraí e Saquarema. A unidade facilita, por exemplo, a ação política  em favor da integração do Polo Petroquímico de Itaboraí com o Porto de Maricá. A sinergia entre as dois municípios fortaleceria economicamente toda a região, apostam os dois alcaides.

Se este foi o primeiro encontro público entre Quaquá e Delaroli, a aproximação vem das últimas eleições. Após a deputada Zeidan desistir de disputar a prefeitura de Itaboraí, o PL retirou a candidatura do vereador Netuno ao comando de Maricá, lançando Fabinho Sapo, um candidato pro forma, para cumprir tabela. Os gestos recíprocos já sinalizavam o entendimento, que ganhou corpo na Sapucaí.

O camarote de Quaquá funcionou na como uma espécie de Arca de Noé da política fluminense, juntando representantes de todos os matizes ideológicos, contra o dilúvio da radicalização. Encontros improváveis aconteceram por toda a madrugada. Feliz como pinto do lixo, o neto de Fidel Castro, o cientista Fidel Antonio Castro Smirnov, era também um dos convivas. Quando a Mangueira se apresentou , arriscou alguns passos, entoando o refrão do samba em vibrante portunhol.

Quaquá e Fidel Antônio

Outro a dar as caras no “Favela” foi Manoel Sequeira, prefeito de Nazaré, capital do surf de Portugal. Com Quaquá, entabulou conversas sobre parcerias além-mar.

Quaquá e o prefeito de Nazaré

Por lá também passaram o empresário Alexandre Accioly, o deputado federal Júlio Lopes e uma infinidade de lideranças petistas do País, entre os quais os deputados federais Carlos Veras (PB) e Camila Jara (MT)

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