O candidato do Podemos à Prefeitura de Niterói, o advogado e ex-vereador Bruno Lessa, abriu a série de sabatinas realizadas pelo suplemento de bairros do Jornal O Globo, o Globo-Niterói. Lessa apresentou suas propostas para temas importantes como transporte, saúde e educação, além de defender a internação compulsória para dependentes químicos que vivem em situação de rua.
Segundo Bruno Lessa, já existe uma legislação específica a nível nacional para tratar do tema da internação compulsória e, portanto, não há necessidade de criação de uma lei municipal, como a que tramita atualmente no Legislativo.
“A internação compulsória é um caminho previsto pela legislação brasileira, através de uma lei federal. Não me parece que é uma matéria passível de legislação municipal. A Câmara tem que contribuir com a fiscalização da aplicação dessa lei. Mas tem um limite de prazo, a lei fala em 90 dias. Não se pode internar indefinidamente alguém”, afirmou Lessa.
Na área da saúde, a principal proposta de Bruno para tentar zerar a fila por exames é a compra de vagas que estejam ociosas na rede particular. Ele também defende a criação de um centro de imagem e pretende abrir diálogo com o Governo do Estado para que ele possa ser construído no terreno do antigo Hospital Santa Mónica, na Marquês do Paraná.
“A forma que a gente tem de resolver a fila para a realização de exames em Niterói é na rede privada. Defendo a construção do Centro de Imagem, em diálogo com Estado, no terreno do antigo Hospital Santa Mônica, mas as pessoas não podem esperar a licitação da obra e tudo que será preciso até ficar pronto. Defendo nos seis primeiros meses comprar vagas da rede privada pagando o preço da tabela SUS. Os hospitais privados vão aderir a esse programa e vamos zerar essa fila”, argumentou.
Sobre transporte público, Bruno Lessa afirmou que é preciso parar de demonizar a questão dos subsídios às empresas de ônibus, mas que é preciso que haja mais transparência. Sobre a proposta de seus adversários de criar a “tarifa zero”, Lessa classifica como “populista”.
“A gente consegue reduzir o valor da tarifa se tiver transferência no sistema. Quero atingir a redução da tarifa de ônibus sem ter necessidade de utilizar uma política que para mim é populista”, salientou.
O candidato do Podemos também falou sobre enxugar a máquina pública fazendo uma reforma administrativa com redução do número de cargos comissionados e de secretarias. Ele defende, por exemplo, a extinção da Emusa (empresa de obras públicas do município) e da Secretaria de Conservação e que seja criado um novo órgão juntando as duas funções.
“A reforma administrativa será meu primeiro ato como prefeito. Temos mais de 60 secretarias. Pretendemos reduzir a 25, incluindo empresas pública, e reduzir cargos em comissão em pelo menos 30%. A despesa com pessoal nos últimos 12 anos aumentou 226% na esteira dos royalties e isso não é sustentável. Meu compromisso é utilizar esses recursos com melhorias para a cidade, até porque os royalties não são infinitos. Tenho feito esse alerta para o niteroiense. Uma reforma administrativa e redução com despesa de pessoal é imprescindível. A Emusa é sinônimo de corrupção e algo que não funciona. Defendo a extinção da Emusa e da Seconser com a unificação da política de obras com a política de conservação da cidade”, disse o candidato.





