A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) solicitou ao staff de Neymar as medidas do atacante para a produção da chamada “roupa dos convocados”, usada pela delegação brasileira durante a Copa do Mundo de 2026. A informação foi divulgada pela CNN Brasil e é vista como um forte indicativo de que o camisa 10 do Santos estará entre os 26 atletas anunciados pelo técnico Carlo Ancelotti para o torneio.
A convocação oficial será divulgada nesta segunda-feira (18), mas os bastidores da preparação da Seleção já apontam para o retorno de Neymar ao principal palco do futebol mundial. Após a derrota do Santos para o Coritiba por 3 a 0, no domingo (17), o jogador apareceu vestindo roupas nas cores verde e amarela, gesto interpretado por torcedores como mais um sinal de aproximação com a Seleção Brasileira.
Uniformes terão assinatura de Ricardo Almeida
Os trajes oficiais da delegação serão produzidos pelo estilista Ricardo Almeida, parceiro da CBF em outras edições da Copa. As peças serão utilizadas durante a viagem aos Estados Unidos, país que receberá os treinamentos e os primeiros compromissos da equipe brasileira no Mundial.
Segundo comunicado enviado à imprensa, a nova coleção aposta em uma combinação entre elegância clássica e linguagem contemporânea. O projeto busca criar unidade visual entre jogadores e comissão técnica, mas preservando características distintas de cada grupo.
Para os membros da comissão técnica, o estilista optou por uma linha mais tradicional, com ternos de dois botões, camisas brancas e gravatas coordenadas. Já os atletas receberão peças da linha RA2, voltada para um perfil mais moderno e conectado às tendências da moda.
As roupas dos jogadores terão modelagem mais ampla, design desconstruído e como destaque o “caban”, peça principal da coleção. O modelo foi desenvolvido sem estruturas internas ou ombreiras, priorizando conforto e mobilidade. O visual ainda será complementado por camisetas exclusivas confeccionadas em fio Pima e mocassins de camurça.
Estilo moderno e identidade brasileira
Em nota oficial, Ricardo Almeida explicou que a proposta desta edição foi aproximar a tradição da alfaiataria da personalidade atual dos jogadores da Seleção.
“O convite para estarmos juntos pela terceira vez consecutiva veio de encontro ao trabalho que estamos fazendo na nova linha da marca, a RA2. A intenção foi criar peças que mantivessem a elegância e a identidade da alfaiataria, ao mesmo tempo em que incorporamos proporções e desconstruímos a técnica formal”, afirmou o estilista.
Ele também destacou que o vestuário dialoga com o comportamento dos atletas modernos. “Tudo isso traduzindo uma linguagem contemporânea, conectada ao perfil dos jogadores, que acompanham tendências, consomem moda e utilizam o vestir como forma de expressão pessoal”, acrescentou.
A coleção utilizará lã fria italiana e uma paleta exclusiva em tom petróleo acinzentado, misturando azul e verde. Até os forros foram personalizados com referências visuais ligadas ao brasão da CBF.





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