Economistas do Plano Real que apoiaram Lula já começam a divergir e cobram que o presidente eleito atenda às exigências do mercado

O governo ainda está longe de começar, e os economistas neoliberais que apoiaram Lula já começam a, como dizia Leonel Brizola, costear o alambrado. A rigor, nunca tinham passado para o lado de cá da cerca. Na prática, pressionam Lula e tentam empurrá-lo para os braços do mercado, cujos interesses aceitam como prioritários. Foram importantes,…

O governo ainda está longe de começar, e os economistas neoliberais que apoiaram Lula já começam a, como dizia Leonel Brizola, costear o alambrado. A rigor, nunca tinham passado para o lado de cá da cerca.

Na prática, pressionam Lula e tentam empurrá-lo para os braços do mercado, cujos interesses aceitam como prioritários.

Foram importantes, e sinceros, como contribuição à vitória sobre o governo de índole fascista e autoritária.

Mas não é razoável supor que Lula esperasse algum tipo de apoio claro, muito menos de adesão à pauta de emergêcia para vencer a crise que devastou o país e as condições de vida do povo.

Eis, portanto, o primeiro embate.

A matéria está no 247:

Os economistas Pedro Malan, Armínio Fraga e Edmar Bacha, que estão entre os criadores do Plano Real e que apoiaram a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva criticaram a decaração do presidente eleito sobre a subida do dólar, em meio às negociações da PEC da Transição. 

Em carta publicada na Folha de S. Paulo, Malan, Fraga e Bacha defendem o mercado, afirmam que a alta do dólar e a queda da Bolsa não são “produto da ação de um grupo de especuladores mal-intencionados”. 

“A responsabilidade fiscal não é um obstáculo ao nobre anseio de responsabilidade social, para já ou o quanto antes. O teto de gastos não tira dinheiro da educação, da saúde, da cultura, para pagar juros a banqueiros gananciosos. Não é uma conspiração para desmontar a área social”, afirmam. 

“É preciso entender que os juros, o dólar e a Bolsa são o produto das ações de todos na economia, dentro e fora do Brasil, sobretudo do próprio governo. Muita gente saudosa e trabalhadora, presidente. É preciso que não nos esqueçamos que o dólar alto significa certo arrocho salarial, causado pela herança que vem a reboque. Sabemos disso há décadas. Os sindicatos sabem”, acrescentam os economistas Pedro Malan, Armínio Fraga e Edmar Bacha.

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