‘Não vão me calar’, diz Vivi Noronha, mulher de Poze do Rodo, sobre investigação

A ação apura um esquema de lavagem de mais de R$ 250 milhões oriundos do tráfico de drogas

A influenciadora Vivi Noronha usou as redes sociais nesta terça-feira (3) para se defender das acusações de lavagem de dinheiro envolvendo o Comando Vermelho. No perfil do Instagram do marido, o MC Poze do Rodo, ela disse que está sofrendo uma perseguição por parte da Polícia Civil.

“Hoje, mais uma vez, minha casa foi violada e eu, minha família e amigos fomos tratados como bandidos e tivemos nossa privacidade invadida.
Alguém acredita que foi por acaso essa operação? Logo no dia que vão soltar o Marlon e um dia depois de eu denunciar as atrocidades que a Polícia vem fazendo, o caso do sumiço dos ouros e a humilhação racista e desnecessária a qual eles nos expuseram no dia da prisão do Marlon?”, iniciou a influenciadora.

A ação apura um esquema de lavagem de mais de R$ 250 milhões oriundos do tráfico de drogas e da compra de armamentos de uso restrito. Segundo os investigadores, Viviane e a empresa dela teriam recebido valores diretamente ligados ao tráfico.

O dinheiro teria sido repassado por laranjas com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos. A mulher é apontada como beneficiária direta do esquema.

“A polícia do estado do Rio de Janeiro hoje foi usada mais uma vez como um instrumento de perseguição e censura, é a institucionalização do racismo e do preconceito, mas vocês não vão me calar!”, disparou. (Veja o relato completo na íntegra).

Nascida e criada na favela do Rodo, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, Viviane conheceu o MC Poze do Rodo ainda na adolescência. O casal começou o relacionamento em 2018 e, apesar de algumas separações ao longo dos anos, reatou em 2024. Juntos, são pais de três filhos.

Ela foi alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Rifa Limpa, que apurava sorteios ilegais na internet. Recentemente, após a prisão do marido, usou as redes sociais para criticar a atuação da polícia e denunciar o suposto desaparecimento de joias do casal. Por essas declarações, passou a ser investigada por calúnia.

Poze foi preso na última quinta-feira (29), na sua casa no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, o cantor teria realizado shows em áreas dominadas pela facção Comando Vermelho, com a presença de traficantes armados atuando como seguranças. A polícia suspeita que esses eventos seriam utilizados pela facção para aumentar os lucros com a venda de drogas e aquisição de armamentos.

O habeas corpus foi concedido ao artista pelo desembargador Peterson Barroso Simão, da Primeira Vara Criminal de Jacarepaguá, que impôs uma série de medidas cautelares. Ele deve deixar a prisão na tarde desta terça-feira (3).

Leia o pronunciamento de Vivi

“Vivi aqui, estou sem meu Insta [Instagram], vou me comunicar pelo do Marlon. Hoje, mais uma vez, minha casa foi violada e eu, minha família e amigos fomos tratados como bandidos e tivemos nossa privacidade invadida.

Alguém acredita que foi por acaso essa operação? Logo no dia que vão soltar o Marlon e um dia depois de eu denunciar as atrocidades que a Polícia vem fazendo, o caso do sumiço dos ouros e a humilhação racista e desnecessária a qual eles nos expuseram no dia da prisão do Marlon?

A polícia do estado do Rio de Janeiro hoje foi usada mais uma vez como um instrumento de perseguição e censura, é a institucionalização do racismo e do preconceito, mas vocês não vão me calar!

Cláudio Castro, é para isso que a polícia do RJ existe? Perseguir trabalhador e favelado? Porque aqui ninguém é bandido! A favela vai se lembrar muito bem das atrocidades e da perseguição que a sua polícia está fazendo com o povo da periferia. Sendo bandido ou não, o tratamento de vocês com o favelado é sempre esse!

Vocês não vão calar a gente, vamos mostrar o poder que a favela tem!”.

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