“Não desobedeci a nenhuma lei”, diz Tristão ao justificar encontros com Mário Peixoto

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, deu ares de normalidade aos encontros que mantinha com frequência com o empresário Mário Peixoto, o maior fornecedor do governo do estado, preso na operação Favorito. A informação é de Paulo Cappelli, de O Globo. “Não desobedeci a nenhuma lei”, defendeu-se. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira…

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, deu ares de normalidade aos encontros que mantinha com frequência com o empresário Mário Peixoto, o maior fornecedor do governo do estado, preso na operação Favorito. A informação é de Paulo Cappelli, de O Globo. “Não desobedeci a nenhuma lei”, defendeu-se.

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (20), Tristão, que antes de assumir a pasta foi advogado de Mário Peixoto, reconheceu a amizade com o empresário, disse não ver problema em se encontrar com o ex-cliente, um fornecedor com contratos milionários no governo. E ainda evocou predicados de probidade em seus movimentos de proximidade com os fornecedores do Estado

— Não desobedeci a nenhuma lei. Eu sou secretário de Desenvolvimento Econômico e me relaciono com a classe empresarial em geral. Procuro, na medida do possível, me relacionar com a sociedade civil organizada. Com os presidentes dos órgãos de classe, as federações do comércio. Mas também me relaciono com empresários específicos no campo profissional. A relação profissional que eu tinha (como advogado de Peixoto) desenvolveu um vínculo de amizade, mas nunca tratei a coisa pública sem probidade. No campo pessoal me relaciono com servidores públicos, jornalistas, empresários. E não discuto com nenhum deles nenhuma pauta que não seja de fatos públicos e notórios. Hoje tenho na minha equipe pessoas que me acompanham há anos. O meu chefe de gabinete é meu amigo pessoal há 20 anos. Só é possível performar como performamos porque sabemos muito bem diferenciar relações de trabalho das relações pessoais. Nos nossos encontros pessoais não são discutidos temas de trabalho, e nas relações profissionais não são levadas em conta a pessoalidade, pois aqui não há nada de pessoal, só institucional.

Uma interceptação telefônica obtida pelo Ministério Público Federal revelou um diálogo no qual o filho do empresário, Vinicius Peixoto, também preso, disse para sua mãe que teria contraído coronavírus após um encontro com o pai e Tristão.

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