Com 34 mil habitantes, a longínqua e pacata Bom Jesus de Itabapoana, na fronteira do Rio com Espírito Santo, viveu neste domingo, dia em que comemora 82 anos de emancipação, momentos de efervescência política. Reuniu o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o Senador Carlos Portinho, os deputados federais Júlio Lopes (PP), Sóstenes (DRM) e Felício Latércia (PSL) e os estaduais Jair Bittencourt e Alexandre Freitas.
Promovida pela Câmara de Vereadores, a reunião foi palco de discursos e brincadeiras sobre a presença do prefeito do Rio. Mesmo não sendo o homenageado oficial, e sim sua esposa Cristine, Paes foi alvo de rapapés e salamaleques dignos de candidato, num sinal de que definitivamente está expandindo sua bases políticas para o interior fluminense. Ocupou lugar de destaque na mesa principal como representante de todos os prefeitos presentes.
O prefeito do Rio aproveitou a visita para filiar ao PSD o ex-prefeito Roberto Tatu. Antes, deu um rolé na cidade, a bordo do folclórico fusquinha branco de Tatu.

Inevitável, a presença de Paes nas ruas de Bom Jesus, a 250 quilômetros da capital, suscitou desconfianças e provocações sobre o seu futuro político. Em vários momentos, foi tratado como “o nosso governador”. Com bom humor, escapava das brincadeiras reafirmando a alegria de ser prefeito do Rio e completando que o Estado tem um ótimo governador – Cláudio Castro – e vários outros bons pretendentes ao cargo.
Na cerimônia, o senador Carlos Portinho discorreu sobre a importância do interior para a economia fluminense, suas potencialidades e vocações.

Já o deputado Júlio Lopes, após render homenagens póstumas ao ex-secretário Júlio Bueno, enfatizou a importância do projeto de construção de uma pequena central hidrelétrica do saltinho, em Bom Jesus.






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