Museu Nacional reabre parcialmente sete anos após incêndio com exposição inédita

Com previsão de reabertura total em 2027, instituição exibe mostra ‘Entre Gigantes’

Sete anos após o incêndio que destruiu parte do mais antigo museu do Brasil, o Museu Nacional reabrirá suas portas ao público nesta quarta-feira, 2 de julho. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo jornal O Globo, que acompanhou o anúncio oficial da reabertura parcial do espaço, com a exposição “Entre Gigantes” e a promessa de entrega total para 2027.

A mostra inaugural permitirá que os visitantes tenham contato com algumas das peças que sobreviveram ao desastre de 2018, como o emblemático meteorito Bendegó (foto), além de novos itens adquiridos, como o esqueleto de um cachalote. Também será possível observar partes do processo de reconstrução do prédio histórico, como a fachada e o telhado restaurados.

O investimento total previsto para a reconstrução do palácio é superior a R$ 500 milhões, dos quais R$ 330 milhões já foram captados. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, ainda faltam entre R$ 140 milhões e R$ 170 milhões para completar a captação de recursos. “Queremos abrir temporariamente três ambientes para acesso, aos poucos. Esse ato tem um simbolismo forte. São 207 anos desse espaço, que passou pelo incêndio em 2018 e agora ressurge como um polo educacional e científico para o Rio e todo o país”, afirmou Santana.

“Doações do mundo inteiro”, diz ministro

O ministro também destacou a contribuição de instituições como BNDES, Vale, Bradesco e da organização Amigos do Museu para o avanço das obras. “Será um grande espaço acadêmico, científico e cultural. Temos recebido coleções do mundo inteiro”, completou.

A entrada será gratuita, mas é necessário retirar o ingresso antecipadamente pela plataforma digital Sympla.

Para o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, a reabertura é um marco histórico. “É com muito orgulho e alegria que estamos aqui. O Museu Nacional é um ícone educacional e científico, uma instituição de reputação internacional. Hoje celebramos o início de uma nova fase”, declarou.

Andrea Costa, vice-presidente do Museu Nacional, ressaltou o esforço coletivo que possibilitou a reabertura: “Desde o início enfrentamos o desafio de reconstruir com segurança. Hoje, com sistemas modernos como sprinklers e chuveiros automáticos, conseguimos preservar o patrimônio. A exposição é o primeiro passo para reconectar o público com esse espaço histórico.”

A exposição “Entre Gigantes” inclui, além do Bendegó e do cachalote, acervos científicos e antropológicos que refletem a missão original do museu: a pesquisa sobre civilizações e a produção de conhecimento.

A reabertura parcial é um passo simbólico para a recuperação completa do Museu Nacional, devastado por um incêndio em setembro de 2018, que destruiu grande parte de seu acervo de mais de 20 milhões de itens. A previsão é que até 2027 o palácio esteja totalmente reconstruído e com todas as suas galerias abertas ao público.

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