A exposição “Entre Gigantes: uma experiência no Museu Nacional” atingiu nesta a marca de 10 mil visitantes na quarta-feira (16) — entre eles, mais de 200 estudantes da rede pública. A mostra é a primeira a permitir o acesso do público a três ambientes restaurados do Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, desde o incêndio que devastou parte do acervo em 2018.
O que está em cartaz na exposição?
Em cartaz até 31 de agosto, com entrada gratuita de terça a domingo, das 10h às 15h, a exposição reúne peças emblemáticas da ciência e da cultura brasileira. Entre os destaques estão o meteorito Bendegó — sobrevivente ao incêndio —, obras do artista indígena Gustavo Caboco e o impressionante esqueleto de um cachalote com 15,7 metros, suspenso sob a nova claraboia do palácio em reconstrução.
Apesar da alta demanda e dos ingressos antecipados esgotados, ainda é possível visitar a mostra por meio de fila presencial. A organização recomenda chegada até as 14h para garantir o acesso.
Convidados especiais
Na sexta-feira (18), o museu recebeu dois grupos simbólicos em visitas exclusivas: às 11h, cerca de 50 operários que trabalharam na reconstrução do prédio; às 13h, trabalhadores da Quinta da Boa Vista — entre eles ambulantes, quiosqueiros e agentes de limpeza — tiveram oportunidade de entrar no palácio pela primeira vez desde o incêndio.
Acessibilidade e inclusão
A exposição oferece recursos de acessibilidade, como rampas de acesso, conteúdos audiovisuais com legendas e intérpretes de Libras aos sábados, das 13h às 15h. Aos domingos, às 9h, são promovidas sessões adaptadas para pessoas com autismo, altas habilidades e outras condições neurodivergentes.
A mostra faz parte dos esforços de reabertura gradual do Museu Nacional e representa um marco simbólico da reconstrução, reunindo ciência, memória e inclusão em um dos espaços culturais mais emblemáticos do país.






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