Milhares de pessoas se reuniram na orla de Copacabana neste domingo (8) para celebrar o Dia Internacional da Mulher e cobrar o fim da violência de gênero. O ato, que concentrou manifestantes de diversas gerações no Posto 3, foi marcado por pedidos de justiça e políticas públicas mais eficazes.
Vozes contra a violência
O protesto ganhou um tom de urgência após o recente caso de estupro coletivo contra uma adolescente no próprio bairro de Copacabana. Cartazes e faixas pediam leis mais duras e ações preventivas.
Símbolos e memória
Ainda nas primeiras horas da manhã, integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) fincaram cruzes na areia com o lema “Parem de nos matar”. Segundo Katia Branco, da CTB, o objetivo foi transformar o cartão-postal do Rio em um espaço de reflexão crítica.
A memória de Marielle Franco também esteve presente através de um boneco gigante e da participação de sua filha, Luyara Franco. “Seguiremos lutando para mostrar que os votos que ela recebeu não foram em vão”, declarou Luyara.
Pautas diversas
Além do combate ao feminicídio, o movimento levantou outras bandeiras:
- Fim da escala de trabalho 6×1;
- Legalização do aborto;
- Maior representatividade feminina na política.
O evento contou com a presença de autoridades como a ministra Anielle Franco e as deputadas Benedita da Silva, Jandira Feghali e Talíria Petrone. O grupo seguiu em caminhada com trio elétrico até o Posto 1, encerrando o ato com performances culturais e falas de lideranças sindicais.






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