Cleide Thomé da Silva, de 48 anos, morreu na última terça-feira (15) no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, após permanecer internada por um mês ao ser agredida pelo companheiro, Erivelton Carvalho Grillo, de 52 anos.
Ela deu entrada na unidade de saúde no dia 15 de agosto, quando exames de imagem constataram múltiplas fraturas e lesões na região do tórax. O quadro clínico da mulher apresentou piora no dia 27 do mesmo mês, exigindo transferência para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) e intubação em 1º de setembro. Na terça-feira, Cleide sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos, tendo o corpo removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu.
As investigações da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti apontam que o crime ocorreu na residência do casal, no bairro Parque São Nicolau.

Encontrada por familiar
Cleide foi encontrada por um familiar pedindo ajuda no quintal da casa, momento em que o suspeito negou ter cometido o espancamento. Parentes relataram que o homem apresentava histórico de problemas com bebidas alcoólicas.
Erivelton fugiu após o episódio e é considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro, que expediu mandado de prisão temporária pelo crime de feminicídio.
Nesta sexta-feira (18), o Disque Denúncia Mulher e o Programa Procurados divulgaram um cartaz oficial para solicitar o apoio da população com informações anônimas e seguras que ajudem a localizar o agressor pelo telefone 2253-1177 ou via aplicativo.







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