Mulher acusada de torturar ex do marido é presa em velório no Caju

Segundo o Ministério Público, vítima foi atraída para uma casa em Manguinhos por causa de uma dívida de R$ 30 mil, agredida com pedaços de madeira e teve o cabelo raspado

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Uma mulher procurada pela Justiça há mais de dois anos por suspeita de torturar a ex-companheira do marido foi presa durante o velório de um familiar, no domingo (18), no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio. Camilly Duarte de Jesus estava sendo monitorada por agentes da 24ª DP (Piedade), que cumpriram um mandado de prisão preventiva.

A investigação apura uma série de agressões que, segundo a denúncia do Ministério Público, teriam sido motivadas por uma dívida de aproximadamente R$ 30 mil.

O companheiro de Camilly, André Luiz Anunciação de Arbuez, também é acusado de participar do crime e continua foragido.

Vítima foi atraída para casa em Manguinhos

De acordo com a acusação, a mulher foi chamada à casa do ex-companheiro, na comunidade de Manguinhos, na Zona Norte, sob a justificativa de que conversariam sobre o pagamento da dívida. Ao chegar ao local, porém, ela teria sido atacada pelo casal.

A denúncia relata que a vítima recebeu golpes de pedaços de madeira enquanto André a imobilizava. Nesse momento, Camilly teria raspado todo o cabelo da mulher com uma máquina de cortar cabelo.

O Ministério Público sustenta que as agressões causaram sofrimento físico e psicológico. Entre os elementos reunidos no processo estão um exame de corpo de delito, depoimentos e fotografias.

André é apontado pela Polícia Civil como integrante do tráfico de drogas em Manguinhos. Segundo a corporação, há três mandados de prisão em aberto contra ele. O homem também tem condenações por roubo majorado, além de registros relacionados a tortura e tráfico de drogas.

Polícia monitorava deslocamentos da suspeita

Durante a investigação, os agentes acompanharam as redes sociais de Camilly, onde ela publicava imagens de momentos de lazer e visitas a restaurantes sofisticados, mesmo estando na condição de foragida.

Segundo a Polícia Civil, ela também procurava abrigo na comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré. O monitoramento permitiu que os investigadores acompanhassem seus deslocamentos até identificarem uma oportunidade para realizar a prisão.

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