MPRJ cumpre mandados em inquérito que apura a morte do marido de Shanna Garcia, filha do bicheiro Maninho

Mulher é alvo de investigação sobre duplo homicídio ligado ao Escritório do Crime e à disputa no jogo do bicho

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu nesta segunda-feira (14) três mandados de busca e apreensão no inquérito que apura os assassinatos de José Luiz de Barros Lopes, conhecido como Zé Personal, e de Jocimar Soares de Oliveira, o PH. As execuções ocorreram em setembro de 2011 e, segundo as investigações, estariam ligadas à disputa por pontos da contravenção do jogo do bicho e do controle de máquinas caça-níqueis na capital fluminense.

Zé Personal era marido de Shanna Garcia, filha do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, figura histórica da contravenção no Rio. De acordo com o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), os assassinatos foram encomendados por rivais no ramo e executados por membros do grupo de extermínio conhecido como Escritório do Crime.

A ação desta segunda-feira teve como alvo uma mulher cuja identidade não foi divulgada. Segundo os promotores, ela teria atuado no levantamento de informações sobre as vítimas para facilitar a emboscada. A operação ocorreu em endereços nos bairros de Marechal Hermes e Quintino Bocaiúva, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca da Capital.

Ainda de acordo com o MPRJ, a emboscada teria contado com a participação de dois integrantes já falecidos do Escritório do Crime: Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano, e Luiz Carlos Felipe Martins, o Orelha. Ambos teriam agido a mando de Bernardo Bello Pimentel Barboza, que está atualmente foragido.

As investigações também apontam conexões da suspeita com Leonardo Gouvêa da Silva, o Mad, apontado como um dos líderes do Escritório do Crime. Mad é considerado peça-chave na estrutura do grupo criminoso envolvido em diversos assassinatos por encomenda no estado.

Com base nas evidências colhidas ao longo dos anos, o Gaeco e a Polícia Federal reforçam a tese de que os homicídios de 2011 fazem parte de um ciclo violento da disputa por territórios da contravenção no Rio, marcado por execuções, alianças criminosas e atuação de milicianos.

As buscas desta segunda-feira visam aprofundar a linha investigativa sobre a atuação da organização criminosa, que, segundo os investigadores, ainda influencia disputas no submundo do jogo ilegal no estado.

Com informações do g1.

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