O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou recurso contra a decisão do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ) que absolveu sete réus no processo criminal sobre o incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, ocorrido em fevereiro de 2019. A tragédia resultou na morte de dez jovens atletas das categorias de base do clube e deixou outros três feridos.
Sete absolvidos e quatro já sem condenação
A decisão do TJ-RJ, proferida na última semana, absolveu sete pessoas envolvidas no caso, entre elas funcionários e dirigentes ligados ao clube rubro-negro. Outros quatro acusados já haviam sido absolvidos anteriormente, totalizando 11 réus sem condenação. O Ministério Público, no entanto, sustenta que há provas suficientes para responsabilizar os envolvidos pelas falhas de segurança e irregularidades nas instalações do alojamento.
Tragédia no CT do Flamengo completou seis anos em 2025
O incêndio no Ninho do Urubu aconteceu em 8 de fevereiro de 2019 e chocou o país. As investigações apontaram que os contêineres onde dormiam os jovens atletas não tinham alvará dos bombeiros e apresentavam diversas irregularidades. Desde então, famílias das vítimas e o Ministério Público vêm buscando responsabilização judicial e indenizações.
Próximos passos do processo
Com o recurso interposto, o caso deverá ser reavaliado por instâncias superiores do Judiciário. O MPRJ pretende reverter a absolvição e levar os réus novamente a julgamento. O Flamengo, por sua vez, firmou acordos indenizatórios com a maioria das famílias, mas o aspecto criminal ainda segue em discussão.
Repercussão e memória das vítimas
A absolvição gerou forte repercussão entre familiares e torcedores, que veem na decisão uma injustiça com os jovens mortos no incêndio. Seis anos após a tragédia, o caso do Ninho do Urubu continua sendo um dos episódios mais tristes da história do futebol brasileiro e ainda mobiliza debates sobre responsabilidade, segurança e o futuro das categorias de base no país.






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