O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), de 70 anos, e o deputado Gilvan da Federal (PL-ES), 47, se desentenderam nessa terça-feira (19) no plenário da Câmara por causa da sabatina do ministro Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina ocorreu no último dia 13, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Mourão cumprimentou o ministro na ocasião e foi criticado por Gilvan em um vídeo. Os parlamentares foram contidos por assessores antes que a briga ficasse mais séria.
Durante a discussão, é possível ouvir Mourão afirmando que eles deveriam ter conversado antes de Gilvan publicar o vídeo. “Você não me conhece, você poderia ter vindo falar comigo”, diz Mourão.
Gilvan responde: “Você foi vice-presidente do Bolsonaro“. O deputado questiona ainda se o senador acha que ele tem medo por Mourão ser general do Exército. Mourão rebate: “Não tem medo. Aqui é braço“.
Depois, a jornalistas, o deputado afirmou que Mourão foi quem o chamou para conversar no plenário da Câmara, durante sessão conjunta de deputados e senadores no Congresso Nacional. “Eu estava dentro do meu local de trabalho. Ele falou que queria conversar comigo. Eu falo não como deputado, mas como cidadão: estou de saco cheio de traidores, tem que ter lado”, disse Gilvan.
“Ele falou que resolve as coisas dele no braço. Estou à disposição, general Mourão, quando você quiser, só marcar o dia e o horário”, disse Gilvan.
Apesar de Dino ter cumprimentado Mourão, não é possível afirmar que o senador votou contra ou a favor do ministro da Justiça para o STF. As votações na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário do Senado em caso de indicações de autoridade são secretas.
O senador Mourão declarou voto contrário a Dino mesmo antes da sabatina na CCJ.
Com informações de Congresso em Foco





