O motociclista Rony Alves Porto, de 28 anos, morreu após ser atingido por uma linha chilena, na noite deste domingo (2), na Rodovia Rio-Magé (BR-116), altura do bairro Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O acidente também deixou outra vítima gravemente ferida.
Segundo testemunhas, Rony seguia de motocicleta no sentido Rio de Janeiro quando acabou atingido no pescoço pela linha. Como a moto não possuía antena de proteção, ele sofreu um ferimento grave, perdeu o controle do veículo e colidiu contra uma mureta. A vítima morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.
Uma segunda pessoa também acabou atingida pela linha chilena. Ela sofreu ferimentos graves e foi socorrida para o Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. Não há informações sobre a identidade dela.
De acordo com a concessionária Ecovias RioMinas, o acidente aconteceu por volta das 18h, na altura do km 147 da BR-116, no sentido Sul.
Velório
O velório de Rony Alves Porto foi realizado nesta terça-feira (4) e teve início às 11h, no Cemitério de Raiz da Serra, em Magé. A vítima morava em Piabetá e deixa uma esposa.
A 60ª DP investiga o caso (Campos Elíseos). Segundo a Polícia Civil, os agentes realizam diligências para apurar os fatos.
Crime
No estado do Rio de Janeiro, o uso, a fabricação, a comercialização e a posse de linhas cortantes, como a linha chilena e o cerol, são proibidos por lei. A linha chilena é produzida com cola e partículas metálicas cortantes, o que aumenta o risco aos trafegantes.
Casos envolvendo esse tipo de material têm se repetido e vitimado diversas pessoas no estado. Em abril deste ano, o motociclista Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, acabou atingido e morto enquanto pilotava uma moto no bairro Cascadura, na Zona Norte do Rio.
No mês seguinte, o cozinheiro Auriel Missael Henriques, de 41 anos, também foi morto ao ser atingido enquanto trafegava pela Linha Vermelha, na altura de Duque de Caxias.
Segundo o programa Linha Verde, do Disque Denúncia, o bairro de Piedade, na Zona Norte, lidera o ranking de ocorrências na capital.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes






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