A mortalidade de bebês yanomamis antes de completarem um ano de idade alcançou 114,3 a cada mil nascidos em 2020.
A taxa é superior à registrada em Serra Leoa, país na África que tem o maior índice do mundo, segundo ranking da ONU. Lá a estimativa é de 78,2 mortes a cada mil nascimentos por ano.
O dado consta no relatório Missão Yanomami, do Ministério da Saúde, que visitou o território em janeiro.
Em 2020, morreram 126 bebês antes de completarem um ano. Ainda não há dados completos de 2021 e 2022, o que impede uma comparação. A taxa entre entre os yanomamis sempre foi maior do que a média do total registrados entre povos indígenas no país, mas essa diferença cresceu.
Somente entre 2018 e 2022 foram registrados 505 óbitos em menores de um ano de idade, ainda sem os dados finais dos últimos dois anos. A taxa, apesar de elevadíssima, ainda deve estar subnotificada, já que existem áreas yanomamis que ficaram desassistidas porque foram tomadas por garimpeiros.
Segundo o Condisi (Conselho Distrital de Saúde Indígena), pelo menos cinco das 78 unidades no território yanomami foram desativadas por esse motivo.
A notícia é de Carlos Madeiro, no UOL.





