Morte de congolês espancado em quiosque da Barra da Tijuca completa dois anos sem que suspeitos tenham sido julgados

Atualmente, a família trabalha em um quiosque oferecido pela prefeitura do Rio, no parque de Madureira

O caso do congolês Moïse Kabagambe, espancado até a morte em um quiosque na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, em 2022, completou hoje (24) dois anos sem que os suspeitos de cometer o crime tenham sido julgados.

– Não passa um dia. A gente não esquece. Eu sou mãe, todo dia pergunto por que, por quê? Aí esse dia a gente espera. O dia da condenação. Pra dar a justiça dele, né? – disse Lotsove Lolo Lavy Ivone, mãe de Moïse.

Atualmente, a família trabalha no quiosque oferecido pela prefeitura do Rio, no parque de Madureira. O local recebeu o nome de Moïse.

Três homens estão presos enquanto aguardam o resultado do processo na justiça: Fábio Pirineus Da Silva, Aleson Cristiano De Oliveira Fonseca e Brendon Alexander Luz Da Silva.

– Moïse foi torturado e morto de forma bárbara e, a partir daí, teve a investigação, teve a prisão dos assassinos do Moïse, teve a denúncia das pessoas que viram o que ocorreram com Moïse e não fizeram nada – disse Rodrigo Mondego, procurador da comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ.

Mondego cita que corre um processo na esfera civil de reparação da família, além de um processo na esfera trabalhista: o Ministério Público do Trabalho questiona situações degradantes a que Moïse foi submetido.

Segundo os parentes, Moïse viveu uma vida inteira de muita luta: fugindo da guerra, tentando um futuro melhor em outro país e enfrentando a realidade que é começar tudo de novo no Brasil.

– Vida difícil, chegou aqui difícil, vivendo difícil, faleceu difícil. Duro. Duro – contou a mãe, chorando.

Em uma praça diante do cemitério de Irajá, a família conta que Moise costumava brincar ali. Segundo parentes, ali era o local que ele conseguia diversão em dias difíceis.

Hoje, quem vive dias difíceis é a família, dois anos após o crime. No entanto, eles não perdem a esperança.

– A gente tem que ser forte. Para ela, para nossa família, para seguir e esperar essa justiça, né, porque até hoje vai fazer 2 anos que nada ainda, a condenação nada. Sabemos que estão presos, mas nada tá definido. O Brasil inteiro viu e o mundo inteiro viu. Só queremos justiça, entendeu?

Com informações do g1.

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