Com meias pretas, Brasil usará uniforme inédito no segundo jogo da Copa contra o Haiti

Inspirada em Nossa Senhora Aparecida, camisa azul carrega o melhor retrospecto da seleção em Mundiais e volta a ser escolhida para a partida na Filadélfia.

A seleção brasileira fará história na próxima sexta-feira (19), quando enfrentará o Haiti pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, às 21h30, na Filadélfia, nos Estados Unidos. O confronto marcará uma combinação inédita de uniforme em Mundiais: pela primeira vez, o Brasil atuará com meias pretas em uma Copa do Mundo.

O conjunto será composto por camisa azul, calção azul e meias pretas, uma novidade absoluta em participações brasileiras no torneio.

Camisa azul carrega tradição vencedora

Inspirada no manto de Nossa Senhora Aparecida, a camisa azul possui o melhor aproveitamento de vitórias da história do Brasil em Copas do Mundo. Em 15 partidas disputadas com o uniforme, a seleção conquistou 11 vitórias, empatou uma vez e sofreu apenas três derrotas, alcançando um aproveitamento de 73,3%.

A estreia da camisa ocorreu na final da Copa de 1958, na Suécia, quando o Brasil conquistou seu primeiro título mundial. Na ocasião, os anfitriões também utilizavam uniforme amarelo, obrigando a delegação brasileira a improvisar uma nova vestimenta.

A escolha da cor azul partiu do então chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, figura histórica do futebol brasileiro. Segundo relatos da época, ele correu por lojas de Estocolmo para adquirir as camisas, que receberam posteriormente os escudos e números costurados por integrantes da delegação.

Meias pretas estrearam em amistoso

Embora a utilização das meias pretas seja inédita em Copas, a novidade já havia sido testada recentemente. A estreia ocorreu no amistoso contra o Egito, realizado no início de junho em Cleveland, nos Estados Unidos, quando o Brasil venceu por 2 a 1, informa a Folha de S.Paulo.

A atual versão da camisa azul também apresenta outro elemento inovador: detalhes em preto incorporados ao design pela Nike, fornecedora de material esportivo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Será a primeira vez que a seleção utilizará em uma Copa uma cor que não integra oficialmente a bandeira nacional.

Amarela segue como a mais vencedora

Apesar do excelente aproveitamento da camisa azul, o uniforme amarelo continua sendo o mais utilizado e o mais vitorioso da história da seleção em Copas. Em 84 partidas disputadas com a tradicional camisa canarinho, o Brasil somou 56 vitórias, 17 empates e 11 derrotas.

A combinação clássica formada por camisa amarela, calção azul e meias brancas é a mais bem-sucedida entre todas as utilizadas pelo país. Com ela, a seleção conquistou quatro de seus cinco títulos mundiais — em 1962, 1970, 1994 e 2002 — além de registrar 47 vitórias em 68 partidas.

A adoção da camisa amarela ocorreu após a traumática derrota para o Uruguai na final da Copa de 1950, no Maracanã. Até então, o uniforme principal da seleção era branco.

A história da camisa branca

Primeiro uniforme oficial da seleção brasileira, a camisa branca esteve presente desde 1914 e nas quatro primeiras participações do país em Copas do Mundo. No entanto, ela apresenta o menor aproveitamento entre os três principais uniformes históricos.

Entre 1930 e 1950, o Brasil disputou 11 partidas em Copas com a camisa branca, conquistando seis vitórias, dois empates e três derrotas, sem levantar nenhum título mundial.

Após décadas afastada, a camisa voltou a ser utilizada em ocasiões comemorativas. Em 2004, reapareceu em um amistoso contra a França em Paris. Já em 2019, foi resgatada na Copa América disputada no Brasil, em homenagem ao centenário da conquista sul-americana de 1919.

Aproveitamento dos uniformes brasileiros em Copas

Camisa amarela

  • 84 jogos
  • 56 vitórias
  • 17 empates
  • 11 derrotas
  • 66,7% de aproveitamento
  • 4 títulos mundiais
  • 1 vice-campeonato

Camisa azul

  • 15 jogos
  • 11 vitórias
  • 1 empate
  • 3 derrotas
  • 73,3% de aproveitamento
  • 1 título mundial

Camisa branca

  • 11 jogos
  • 6 vitórias
  • 2 empates
  • 3 derrotas
  • 54,5% de aproveitamento
  • Nenhum título
  • 1 vice-campeonato

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