Morreu na tarde desta sexta-feira (8) Ariana de Carvalho da Silva, de 51 anos, uma das quatro pessoas atropeladas pelo jogador de futebol Luan Plácido Moreira da Costa, de 21 anos, que já atuou pelo Botafogo. O acidente ocorreu pela manhã, na Estrada dos Bandeirantes, em Vargem Pequena, Zona Oeste do Rio.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, Ariana estava internada em estado grave no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, para onde todas as vítimas foram levadas. Dois feridos — Wendell de Almeida, de 28 anos, e José Armando Cassiano, de 22 — receberam alta ainda na tarde desta sexta-feira. A quarta vítima, uma mulher de aproximadamente 35 anos que ainda não foi identificada, foi transferida para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e segue em estado grave.
Três dos atingidos estavam de bicicleta no momento do atropelamento — um deles seria entregador de aplicativo. O Corpo de Bombeiros, com equipes dos quartéis do Recreio e de Jacarepaguá, prestou socorro às vítimas com apoio da Polícia Militar.
Comportamento agressivo e prisão
Após o acidente, Luan permaneceu no local e acionou o resgate, mas, segundo a polícia, apresentou comportamento agressivo. De acordo com o delegado Alan Luxardo, titular da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), o ex-jogador tentou tomar a arma de um policial militar, quebrou a viatura e precisou ser contido. Já na delegacia, deu uma cabeçada em outro PM.
“Ele atropelou quatro pessoas. Após o acidente, apresentava comportamento psicológico alterado, agressivo e xingava muito. Tentou tomar a arma de um dos PMs, quebrou a viatura e precisou ser contido”, disse Luxardo.
O jogador foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal para exame de corpo de delito. A Polícia Civil investiga se ele estava em surto psicótico ou sob efeito de drogas ou álcool.
Do flagrante ao homicídio culposo
No início da noite, Luan pagou fiança de R$ 3 mil e foi liberado. Inicialmente, ele foi autuado por lesão corporal, desacato, resistência à prisão e dano ao patrimônio público. Com a morte de Ariana, a polícia informou que também o indiciará por homicídio culposo — quando não há intenção de matar.
Segundo a família, Luan deverá ser internado em uma clínica psiquiátrica.






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