Cerca de 40 parentes e amigos da advogada Ariana de Carvalho da Silva, de 41 anos, realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (11) na Estrada dos Bandeirantes, em Vargem Pequena, Zona Oeste do Rio. O grupo cobrou justiça e relembrou a vítima, que foi morta após ser atropelada pelo ex-jogador de futebol Luan Plácido, de 21 anos.
A manifestação teve início às 7h. Os familiares ocuparam as duas faixas da via, exibindo cartazes pedindo por justiça e a instalação de radares de velocidade na região. Em entrevista ao Agenda do Poder, a irmã da vítima, Cristiane Carvalho, afirmou que o subprefeito da Zona Oeste, Robson Chocolate, esteve presente e informou que há planos para construir uma passarela no trecho após avaliação técnica.

O atropelamento ocorreu na manhã de sexta-feira (8), quando o jogador de futebol Luan Plácido Moreira da Costa, de 21 anos, atingiu quatro pessoas, entre elas Ariana, que morreu no hospital.
Desacato e agressividade
Após o acidente, Luan apresentou comportamento agressivo, tentando tomar a arma de um policial e desacatando às autoridades. Ele foi inicialmente autuado por lesão corporal, desacato, resistência à prisão e dano ao patrimônio público. Com a morte da vítima, ele também será indiciado por homicídio culposo. Ainda segundo Cristiane, ele acabou liberado após pagar fiança de R$ 3 mil.
”Ele pegou o carro bêbado, chegou na delegacia bêbado e tiveram que segurar ele, desacatou as autoridades. Nós queremos que a Justiça seja feita, porque depois disso tudo ele ainda saiu pela porta da frente como se nada tivesse acontecido”, declarou Cristiane.

De acordo com a familiar, depois do ato em protesto nesta segunda, os parentes se reuniram para relembrar a memória da mulher: “Estamos reunidas todo mundo aqui em casa relembrando dos momentos que tivemos juntas, lembrando do jeito dela, das coisas que ela gostava de fazer”, disse.
Além de Ariane, o jogador também atropelou outras três pessoas, Wendell de Almeida, de 28 anos, e José Armando Cassiano, de 22, que receberam alta ainda na tarde da sexta-feira (8). A quarta vítima, uma mulher de aproximadamente 35 anos, foi transferida para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.
Ainda segundo a Polícia Civil, Luan seguiu encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito, que não acusou uso de álcool e substâncias ilícitas. A investigação está em andamento.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes






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