Morreu hoje, no Rio de Janeiro, o advogado Sergio Bermudes. Considerado um dos nomes mais influentes da advocacia brasileira, Bermudes foi o fundador de um dos maiores e mais respeitados escritórios de advocacia do país, com filiais em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
Capixaba de nascimento, Bermudes destacou-se pela inteligência afiada e pela memória prodigiosa. Em 1969, estabeleceu no Rio o escritório que levaria seu nome e que se tornaria sinônimo de excelência em contencioso cível, representando grandes empresas e personalidades da vida política e econômica nacional.
Vitória histórica contra a ditadura
Na década de 1970, Bermudes protagonizou um dos casos mais emblemáticos da Justiça brasileira ao patrocinar a causa de Clarice Herzog, viúva do jornalista Vladimir Herzog. Foi a primeira vez que o regime militar sofreu uma derrota no Judiciário, com a sentença que reconheceu oficialmente que Herzog foi assassinado sob custódia do Exército — decisão que marcou a história dos direitos humanos no país.
Um legado na advocacia
A partir dos anos 1980, Sergio Bermudes consolidou-se como referência no Direito civil e empresarial, atuando em processos de grande complexidade e relevância. Sua banca tornou-se uma escola para gerações de advogados, muitos dos quais hoje ocupam posições de destaque em tribunais e escritórios de renome.
O advogado estava internado havia sete meses no Hospital Copa Star, em Copacabana. Em 2020, logo no início da pandemia, Bermudes foi um dos primeiros brasileiros a contrair a Covid-19 e, desde então, enfrentava complicações de saúde das quais nunca se recuperou plenamente.






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