José Anselmo dos Santos, conhecido como cabo Anselmo, morreu na noite de terça-feira (15) no hospital São Vicente, em Jundiaí (SP), no interior de São Paulo. Pessoas próximas a ele confirmaram à coluna a morte do ex-agente, mas pediram anonimato. Ele estava com 80 anos e morreu devido a complicações causadas por cálculo renal.
Ele ficou conhecido nacionalmente depois que se tornou um agente infiltrado da ditadura militar nos grupos guerrilheiros. A trajetória de Anselmo, que se tornou o principal colaborador dos órgãos de repressão do regime militar é revisitada no livro “O Massacre da Granja de São Bento” do jornalista pernambucano Luiz Felipe Campos.
Acredita-se que ele se tornou agente da ditadura após ser preso em SP em 1971, mas há desconfiança entre ex-presos políticos de que ele já atuava para a repressão política antes disso.
A obra relembra a operação que resultou na morte de seis militantes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), em janeiro de 1973, no Grande Recife, e teve participação decisiva do agente duplo. Na ocasião, foi assassinada até a então companheira de Anselmo, Soledad Barret Viedma.
Com informações da repórter Juliana Dal Piva, do UOL






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