Morre aos 80 anos o cineasta Paulo Sérgio Almeida, diretor de sucessos com Xuxa e referência do mercado audiovisual brasileiro

Cineasta, produtor e pesquisador do mercado audiovisual Paulo Sérgio foi responsável por filmes que marcaram gerações, incluindo quatro produções estreladas por Xuxa

O cineasta, produtor e pesquisador do mercado audiovisual brasileiro Paulo Sérgio Almeida morreu nesta quinta-feira (14), aos 80 anos, no Rio de Janeiro. Segundo o filho, o ator e músico Bernardo Siaines, a causa da morte foi complicações decorrentes de um câncer de pulmão.

“A família agradece muito a avalanche de carinho que está recebendo, reflexo do tamanho da generosidade dele em vida e da sua importância para o cinema brasileiro”, declarou Siaines.

O velório será realizado nesta sexta-feira (15), das 11h às 14h, no Salão Celestial do Memorial do Carmo, no bairro do Caju, Rio de Janeiro.

Carreira de Paulo Sérgio Almeida no cinema brasileiro

Nascido em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, Paulo Sérgio Almeida construiu uma trajetória marcada pela versatilidade, atuando como diretor, produtor, jornalista e gestor cultural.

Foi responsável por filmes populares que marcaram gerações, incluindo quatro produções estreladas por Xuxa Meneghel. Também se destacou como coordenador de lançamento de grandes sucessos do cinema nacional, como:

  • Central do Brasil (1998), de Walter Salles
  • Eu, Tu, Eles (2000), de Andrucha Waddington
  • Deus é Brasileiro (2003), de Carlos Diegues

Início e obras no cinema

Paulo Sérgio começou a carreira como assistente de direção em filmes marcantes das décadas de 1970 e 1980, como Xica da Silva (1976). Estreou na direção com os curtas Dá-lhe Rigoni (1980) e Sobrenatural de Almeida (1981), além do longa Beijo na Boca (1982).

Entre seus filmes mais conhecidos estão:

  • Banana Split (1988)
  • Sonho de Verão (1990), com Xuxa e Sérgio Mallandro
  • Xuxa Popstar (2000)
  • Xuxa e os Duendes (2001)
  • Xuxa e os Duendes 2 – No Caminho das Fadas (2002)
  • Inesquecível (2007)

Criador do Filme B e referência no mercado audiovisual

Além de sua atuação artística, Paulo Sérgio Almeida foi um dos principais analistas e pesquisadores do cinema brasileiro. Atuou como superintendente de comercialização na Embrafilme (1989–1991) e como presidente da Riofilme (1992–1994).

Durante o período em que trabalhou na Top Tape (1995–1996), teve contato com o boletim norte-americano Movieline, especializado em bilheterias. Inspirado por essa experiência, criou em 1997 o Filme B, inicialmente como um ranking enviado por mala-direta, que se transformou em um banco de dados online.

O Filme B tornou-se referência para jornalistas, produtores e estudiosos do audiovisual, reunindo informações detalhadas sobre bilheterias, público por região, desempenho de filmes e tendências de consumo no Brasil.

Livros publicados

Paulo Sérgio também deixou sua contribuição na literatura especializada, sendo autor de:

  • Quem é Quem no Cinema no Brasil (2002)
  • Cinema: Desenvolvimento e Mercado (2002), em parceria com Pedro Butcher

Legado para o cinema brasileiro

Com uma obra que atravessa a direção, a gestão de lançamentos, a pesquisa e a crítica, Paulo Sérgio Almeida deixou um legado que ajudou a moldar o mercado audiovisual brasileiro, tanto nas telas quanto nos bastidores.

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