Um dia após o presidente Jair Bolsonaro (PL) acusar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de vazar informações para o jornal Folha de S.Paulo sobre a autorização da quebra de sigilo bancário do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ajudante de ordens do chefe do Executivo federal, o ministro determinou investigação sobre o caso. Moraes determinou nesta quarta-feira (28) que seja instaurado um procedimento administrativo sigiloso para apurar o vazamento dos dados. De acordo com o ministro, o delegado de Polícia Federal Fábio Alvarez Shor deve prestar informações.
Fábio Alvarez provavelmente concederá “informações pertinentes acerca dos fatos noticiados, notadamente no que diz respeito ao acesso, no âmbito policial, às decisões proferidas nos autos da referida Pet e aos relatórios produzidos nos autos, bem como fornecer os nomes de todos os policiais federais que têm conhecimento dos assuntos investigados na Pet 10.405”, disse Moraes na decisão. O magistrado instrutor Airton Vieira, do STF, vai presidir os trabalhos.
Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Palácio do Planalto disse que a quebra de sigilo contra Cid é uma “covardia” e acusou Moraes de vazar a informação para o jornal Folha de S.Paulo, que revelou o caso após falar com fontes na PF. O material analisado pela Polícia Federal indica que Cid pagava contas pessoais da família presidencial e também de pessoas próximas da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
A investigação identificou pagamento fracionado para uma tia de Michelle, que cuida da filha do casal, Laura, de 11 anos, quando a primeira-dama está em compromissos ou em viagens. Realizações de depósitos fracionados e saques em espécie chamaram a atenção da polícia, que desconfia da tentativa de ocultar a procedência do dinheiro.





