Moraes determina que Rio informe para qual presídio Domingos Brazão pode ser transferido

Ministro do STF deu prazo de 48 horas para o governo fluminense indicar unidade prisional apta a receber o conselheiro afastado do TCE-RJ, condenado a 76 anos pelo assassinato de Marielle Franco.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) informe se há vaga em um presídio estadual para receber Domingos Brazão, condenado por mandar matar a vereadora Marielle Franco. A informação é do Metrópoles.

Atualmente, Brazão está preso no Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia. A decisão de Moraes atende a um pedido da defesa do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que solicitou a transferência do réu para o sistema prisional comum do estado.

Prazo de 48 horas para resposta

Na decisão, o relator do caso no STF determinou que o governo do Rio de Janeiro informe, no prazo de 48 horas, quais unidades prisionais possuem condições de receber Domingos Brazão. O conselheiro foi condenado a 76 anos e 3 meses de prisão por envolvimento no assassinato da parlamentar.

O julgamento foi realizado pela Primeira Turma do Supremo. Além de Domingos, o irmão dele, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, também recebeu a mesma pena.

Outros condenados no caso

No mesmo julgamento, os ministros do STF condenaram ainda Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Ronald Paulo de Alves, conhecido como major Ronald, e Robson Calixto Fonseca, apelidado de “Peixe”.

Segundo a decisão da Corte, os réus tiveram participação direta ou indireta no esquema que resultou na execução da vereadora e na tentativa de dificultar as investigações sobre o caso.

Crime que chocou o país

A vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados em março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Eles foram atingidos por disparos de arma de fogo quando deixavam uma reunião na capital fluminense.

O crime provocou grande repercussão nacional e internacional e desencadeou uma investigação complexa para identificar os executores e os mandantes da execução.

Autores dos disparos

As investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro apontaram o ex-policial militar Ronnie Lessa como autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson. Já Élcio de Queiroz foi identificado como o motorista do veículo utilizado na ação criminosa.

No processo, o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa chegou a ser acusado de ser um dos mandantes do crime. No entanto, ele foi absolvido dessa acusação específica, sendo condenado por obstrução de Justiça e corrupção passiva majorada.

De acordo com o STF, Barbosa teria utilizado a posição que ocupava na Polícia Civil para interferir nas investigações e dificultar o esclarecimento completo do assassinato.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading