Moraes determina prisão domiciliar de Filipe Martins e condenados por golpe

A decisão ocorre um dia após a prisão do ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, que tentava fugir para El Salvador

Agentes da Polícia Federal foram à casa de Filipe Martins, na manhã deste sábado (27), para comunicar a prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Martins foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A decisão ocorre pouco mais de dez dias após o julgamento da Primeira Turma do STF, que responsabilizou Martins por integrar o chamado “núcleo 2” da trama golpista investigada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em publicação nas redes sociais, o advogado Jeffrey Chiquini, que representa Martins, classificou a medida como “absurda” e afirmou que recorrerá.

A operação acontece um dia após a prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, detido no Paraguai quando tentava fugir com documentos falsos para El Salvador. Ambos são apontados pelo Ministério Público como parte do grupo que coordenou ações para manter Bolsonaro no poder após o fim do mandato.

Mobilização para impedir votos

Segundo a PGR, o grupo atuou na mobilização das forças policiais, no acompanhamento de autoridades públicas, na articulação com apoiadores envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 — quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas — e na elaboração da chamada “minuta do golpe”, documento que previa medidas de exceção no país.

Martins foi assessor especial de Bolsonaro e ganhou projeção no governo, mantendo influência nos bastidores do Palácio do Planalto até o fim do mandato do ex-presidente.

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