Moradores do bairro de Alcântara, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, estão desde o mês de maio sofrendo com falta de fornecimento de água na região. Para lidar com a escassez, eles têm desembolsado dinheiro do próprio bolso em busca de soluções alternativas. Diversos protocolos chegaram a ser registrados junto à concessionária Águas do Rio, mas até esta sexta-feira (20), nenhuma resposta concreta fora apresentada.
Famílias e comércios da região recorreram à contratação de caminhões-pipa, que custam, em média, R$ 300 por serviço. Para os moradores, a opção tem se tornado insustentável financeiramente.
“É muito difícil, eu estou pagando para trabalhar. Eu pedi para Águas do Rio um carro-pipa, eles disseram que como eu não sou hospital, sou clínica veterinária, eu estaria fora do direito de receber esse carro-pipa. Então eu compro todos os dias aqui perto oito galões de cinco litros, para poder pelo menos manter a clínica aberta”, contou uma das moradoras da rua, em entrevista ao Bom Dia Rio.
Segundo o responsável por uma instituição que funciona em um prédio na mesma rua e abriga um projeto social e uma escola de teologia, a escassez começou há seis meses, mas foi no último mês que as torneiras ficaram de fato secas.
“Já há 30 dias que nós abrimos um protocolo, eles ficaram de vir aqui no prédio da igreja. Funciona um projeto social, temos também uma escola de teologia, circulam cerca de mil pessoas por semana aqui e nós estamos sem abastecimento de água. Há seis meses, caiu um pouquinho de água, gotejava na bica, mas já tem um mês que tá zero, não cai uma gota d’água. Nós já compramos carros-pipa, nós já fizemos de tudo.”
Procurada, a Águas do Rio informou que atuaram na rede de abastecimento da rua na manhã desta sexta e o abastecimento foi normalizado.





