Moradores de Madureira retomam rotina após dia de terror e sequestro de 21 ônibus

Principal via do bairro segue liberada e linhas de ônibus não sofreram alterações

Após uma ação da PM na favela da Serrinha, em Madureira, Zona Norte do Rio, nesta terça-feira (15), que terminou com dois suspeitos mortos e 21 ônibus sequestrados por bandidos, moradores voltaram à rotina na manhã desta quarta (16). A Avenida Edgard Romero, que abriga o tradicional Mercadão de Madureira e parte do polo comercial do bairro, segue liberada e a circulação de ônibus e BRTs não sofreram novas alterações.

Segundo a Mobi-Rio, os serviços de BRT das linhas 42 (Galeão x Manaceia), 46 (Alvorada x Penha), 31 (Alvorada x Vicente de Carvalho) e 43 (Santa Efigênia x Fundão) foram normalizados ainda na noite de terça. O trecho entre as estações Manaceia e Vicente de Carvalho opera com itinerário completo e sem desvios.

De acordo com o RioÔnibus, o último veículo sequestrado foi liberado por volta das 20h de terça, nas proximidades da Serrinha. No total, 15 ônibus foram interceptados por criminosos em diferentes vias da região, incluindo as avenidas Edgard Romero, Ernani Cardoso e a Rua Herculano Pena, entre o fim da manhã e o início da tarde. A linha C27166 – SV774 (Madureira x Jardim América) também chegou a ser usada como barricada durante a noite.

A Semove informou que seis ônibus intermunicipais, das viações Flores e Vera Cruz, também foram sequestrados, mas todos os veículos foram recuperados até as 19h de ontem.

Ao todo, 25 linhas municipais sofreram alterações temporárias durante a ação. Somente neste ano, já foram registrados 83 sequestros de ônibus no Rio.

Durante a operação, dois suspeitos foram baleados e morreram. Com eles, policiais apreenderam um fuzil, além de outras armas e carros. Os PMs também retiraram sete toneladas de barricadas. A Serrinha é dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP), que tem como líder o traficante Wallace Brito Trindade, conhecido como Lacoste.

Ainda segundo a Polícia Militar, os agentes encontraram no alto da comunidade uma estrutura de concreto com “seteiras” — aberturas usadas por criminosos para atirar com fuzis contra policiais. Duas casamatas, esconderijos utilizados como pontos estratégicos da facção, também foram demolidas.

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