Ministros do STF dão suas versões sobre o silêncio de Bolsonaro

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atribuem o silêncio de Bolsonaro a um fator: o medo de arcar com as consequências de fazer qualquer gesto de apoio às manifestações antidemocráticas que acontecem desde sua derrota. Integrantes da corte relataram à coluna de Bela Megale, no Globo online, que o presidente está ciente de que qualquer…

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atribuem o silêncio de Bolsonaro a um fator: o medo de arcar com as consequências de fazer qualquer gesto de apoio às manifestações antidemocráticas que acontecem desde sua derrota.

Integrantes da corte relataram à coluna de Bela Megale, no Globo online, que o presidente está ciente de que qualquer ação que estimule iniciativas golpistas terá consequências.

Não é descartado, por exemplo, que Bolsonaro possa ficar inelegível, a depender do comportamento que adotará. Ele responde a mais de dez ações na corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com potencial de deixá-lo fora de disputas eleitorais por oito anos. Bolsonaro também já confidenciou a aliados que teme, até mesmo, ser preso.

O presidente já recebeu recados de que o governo Lula não será revanchista. É consenso, porém, que o estímulo a atos antidemocráticos não será tolerado pelos petistas e também pelo Judiciário.

Ministros do STF próximos a Bolsonaro relataram que têm mantido conversas com o presidente, mas que ele tem evitado falar sobre eleições.

Aliados de primeira ordem de seu governo afirmam que Bolsonaro segue inconformado com o resultado das urnas e colocando o TSE como um dos principais responsáveis por sua derrota, por isso avaliam que o melhor é que ele mantenha silêncio.

Eles acreditam, no entanto, que esse sumiço de Bolsonaro pode estar perto do fim. Há a expectativa de que o chefe do Executivo se manifeste publicamente após seu partido, o PL, apresentar ao TSE um relatório que peça a revisão de parte das urnas eletrônicas.

A iniciativa foi anunciada em um vídeo do presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, e o relatório deve ser protocolado hoje.

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